Autor: Sérgio Cipriano

Natural de Gouveia, é licenciado em Comunicação Multimédia. Empresário na área das Tecnologias de Informação, onde atua como programador web e consultor liderando projetos de inovação digital. Em 2004 fundou a Associação Amigos BombeirosDistritoGuarda.com e dirige o portal www.bombeiros.pt. Ligado aos Bombeiros de Gouveia desde os 13 anos, é bombeiro de carreira no posto de Subchefe, acumulando atualmente as funções de 2.º Comandante do Corpo de Bombeiros.

Ano após ano, chega o verão, o país transforma-se num braseiro e o discurso oficial repete-se como um sermão mal decorado. As serras incendeiam-se, o fumo sobe aos céus, e as instituições que juram “defender” os bombeiros surgem em palco, não para lhes dar o comando, mas para lhes segurar na trela, como se fossem meros figurantes num combate que conhecem melhor do que ninguém. Em teoria, defendem a bandeira da valorização dos bombeiros. Na prática, entregam o comando e a coordenação a outros, mantendo os que conhecem o terreno e a realidade na segunda fila, de braço no ar,…

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Segundo análise do Portal Bombeiros.pt com base nos dados disponibilizados pelo IPMA, SpotWX, Tropical Tidbits e ANEPC, o incêndio que deflagrou na madrugada de 13 de agosto, na freguesia de Piódão (Arganil), mantém-se ativo e em progressão, mobilizando às 09h15 desta quinta-feira 914 operacionais, 300 veículos e 4 meios aéreos. O alerta foi dado pelas 05h08 e a ocorrência apresenta 5 frentes de grande extensão, alimentada por vegetação seca e topografia acidentada. Condições meteorológicas atuais e previstas A análise cruzada de modelos e observações confirma um cenário altamente desfavorável ao combate nas próximas horas: Vento: Direção predominante SE (Sudeste), com intensidade…

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Só em Arganil estão mais de 800 bombeiros a combater as chamas, que há mais de uma semana não dão tréguas em Portugal Continental. Mas há mais concelhos a preocupar as autoridades, como Sátão e Cinfães. O fogo continua a não dar tréguas, esta quinta-feira, 14 de agosto, em Portugal Continental, assim como noutros países da Europa, como por exemplo Espanha, onde as chamas já mataram pelo menos três pessoas. Por cá, a madrugada foi intensa, com mais de 3 mil bombeiros no teatro de operações, auxiliados por centenas de meios terrestres. Neste momento há três grandes incêndios: Trancoso, Sátão…

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O incêndio florestal que eclodiu na serra do Açor, no município de Arganil, no distrito de Coimbra, estendeu-se aos concelhos vizinhos de Oliveira do Hospital e de Seia (Guarda), disseram fontes naqueles locais. Em declarações à agência Lusa, cerca das 16:00, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, Francisco Rolo, disse que as chamas entraram durante a tarde de hoje no sul do território concelhio – que faz fronteira com Arganil – perto da localidade de Gramaça, mas na encosta da serra e não ainda junto àquela povoação. “O risco é subir a encosta e chegar à aldeia…

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Viatura sinistrada é idêntica à que esteve envolvida no acidente que causou a morte a um bombeiro em Odemira e faz parte do lote das 81 adquiridas no âmbito do PRR e entregues à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. Três bombeiros da corporação de Macedo de Cavaleiros sofreram ferimentos ligeiros na sequência de um despiste com um veículo de combate a incêndios, ao final desta manhã, em Nozelos (freguesia de Arcas em Macedo), quando se preparavam para regressar ao quartel. Tinham estado no combate a um incêndio que lavrava entre Vilarinho do Monte (Macedo de Cavaleiros) e Vilares…

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O incêndio que começou na madrugada de hoje na freguesia de Piódão, estendeu-se à freguesia de Pomares, constituída por 12 aldeias, parte das quais está diretamente na linha de fogo, embora existam meios dos bombeiros nessas localidades. O presidente da Junta de Freguesia de Pomares, Amândio Dinis, disse à agência Lusa, pelas 13:30, que uma das frentes de chamas evoluiu do Piódão para as encostas junto das localidades de Porto Silvado e Sobral Magro: “Estão lá muitos bombeiros e essa parte [da defesa das povoações] está controlada, há é muito fumo. Em Sobral Magro ardeu tudo à volta, mas a…

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Incêndios em Trancoso, Covilhã, Vila Real e Tabuaço reúnem o maior número de meios, mantendo dimensões significativas. Mais de 1700 bombeiros combatem as chamas no terreno. São quatro os grandes incêndios que lavram por esta altura em território nacional. As chamas em Freches, no concelho de Trancoso continuam a ceifar terreno, com pelo menos duas frentes de fogo ativas a darem trabalho aos operacionais no terreno. Às 6h40 contabilizavam-se 700 operacionais no terreno, apoiados por 225 meios terrestres. Na Covilhã, o incêndio que teve início em Sobral de São Miguel conta com 525 bombeiros no terreno e 167 meios terrestres.…

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Candidato considerou “muito justo” que se façam “homenagens e convocações” pelos bombeiros, mas considerou que esse reconhecimento deve ser traduzido melhoramento do estatuto social do bombeiro. O candidato presidencial António Filipe pediu esta terça-feira que se “faça mais pelos bombeiros”, designadamente melhorando o seu estatuto social, para garantir que a profissão é valorizada e se torna atrativa para os jovens. Em declarações aos jornalistas após uma reunião com a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), em Lisboa, António Filipe considerou “muito justo” que se façam “homenagens e convocações” pelos bombeiros, mas considerou que não “basta o reconhecimento em palavras”. “Esse reconhecimento…

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Enquanto os incêndios se espalham por várias regiões do país, cresce o coro de críticas dirigidas aos bombeiros.“Não vi aqui nenhum bombeiro, só vi a GNR”, dizem uns.“Não vejo os bombeiros a entrar, estão parados à beira da estrada enquanto tudo arde”, afirmam outros.As frases circulam de boca em boca, nas redes sociais e nas televisões, alimentando uma narrativa que, apesar de popular, carece muitas vezes de contexto. Mas será esta imagem fiel à realidade? Ou estaremos, mais uma vez, a olhar para a superfície de um problema muito mais profundo, com causas operacionais, estruturais e, sobretudo, organizativas?Será que os…

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Enquanto os incêndios se espalham por várias regiões do país, cresce o coro de críticas dirigidas aos bombeiros.“Não vi aqui nenhum bombeiro, só vi a GNR”, dizem uns.“Não vejo os bombeiros a entrar, estão parados à beira da estrada enquanto tudo arde”, afirmam outros.As frases circulam de boca em boca, nas redes sociais e nas televisões, alimentando uma narrativa que, apesar de popular, carece muitas vezes de contexto. Mas será esta imagem fiel à realidade? Ou estaremos, mais uma vez, a olhar para a superfície de um problema muito mais profundo, com causas operacionais, estruturais e, sobretudo, organizativas?Será que os…

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