Cabo Ruivo — Um bombeiro e o seu pai acusam o presidente da direção da associação humanitária de agressão. O dirigente nega as acusações e afirma ter sido atacado. A PSP foi chamada ao local e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil acompanha o caso.
A corporação de bombeiros de Cabo Ruivo, em Lisboa, vive momentos de grande tensão. Acusações mútuas de agressão envolvem o presidente da direção da associação humanitária e dois bombeiros — pai e filho. O incidente ocorreu cerca das 21h00 de sexta-feira.
António Paiva e Sérgio Paiva, respetivamente ex-bombeiro e bombeiro no ativo, dirigiram-se ao quartel para recolher duas pedras de mármore, alegadamente com autorização do comandante Ricardo Pastor. O conflito começou quando o presidente da direção, Nuno Solero, questionou a presença de ambos nas instalações.
As versões do sucedido divergem.
Segundo uma participação apresentada ao comando, Sérgio Paiva afirma que Nuno Solero não aceitou as explicações dadas e terá agredido António Paiva com um murro no pescoço. O bombeiro refere ainda que outro elemento da corporação terá atingido o seu pai com uma soqueira.
Por sua vez, Nuno Solero afirmou ao Correio da Manhã que foi ele a vítima das agressões. “Fui insultado e agredido pelos dois, que me taparam a cabeça com uma camisola”, relatou. O dirigente acrescenta que fechou o portão do quartel para impedir a saída de pai e filho e que ainda sofreu uma tentativa de atropelamento.
Tanto Nuno Solero como António Paiva necessitaram de assistência hospitalar.
A PSP identificou quatro intervenientes na ocorrência e comunicou o caso ao Ministério Público. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil confirmou ter recebido informação sobre os desacatos.
Fonte: Correio da Manhã

