Pelo menos 11 pessoas morreram e oito ficaram feridas – quatro com gravidade – quando fugiam de um incêndio de grandes dimensões em Almería, na região espanhola da Andaluzia. As vítimas mortais, de nacionalidade estrangeira, foram encontradas após tentarem fugir da aldeia de Bédar por caminhos alternativos aos indicados pelas autoridades, dentro dos carros ou após os terem abandonado. Ainda há 19 pessoas desaparecidas.
O incêndio florestal que deflagrou, quinta-feira, na localidade de Los Gallardos, em Almería, causou até ao momento 11 mortos e oito feridos, quatro dos quais em estado grave, segundo a última atualização divulgada pelo conselheiro da Presidência, Saúde e Emergências da Junta da Andaluzia, Antonio Sanz, que refere que continua a trabalhar para analisar se poderá haver mais vítimas.
Os mortos, que serão de nacionalidade estrangeira, foram encontrados presos no interior dos carros após tentarem fugir das chamas que atingiram várias quintas e casas isoladas da aldeia de Bédar, por um caminho alternativo ao indicado pelos serviços de emergência, tendo escolhido um leito de rio que acabou por se tornar uma “verdadeira armadilha”, segundo explicou o Sanz, citado pela Europa Press.
Os quatro feridos mais graves apresentam queimaduras de diferentes tipos e serão transferidos de helicóptero do Hospital Torrecárdenas, em Almería, para o Hospital Virgen del Rocío, em Sevilha. Sanz sublinhou que se trata de um “incêndio terrível e muito complexo numa zona com imensas habitações isoladas e casas encravadas na zona florestal, com uma velocidade de propagação extremamente elevada”. Explicou que os onze falecidos, aparentemente de origem britânica e belga, foram localizados nos arredores do município de Bédar, que se decidiu isolar devido à proximidade das chamas, o que evitou “situações de maior gravidade”.
“Escolher outro caminho foi uma verdadeira armadilha”
“Infelizmente, a decisão de seguir por outro caminho que não o da evacuação e de procurar uma saída por conta própria por uma ravina foi, na verdade, uma verdadeira armadilha escolhida pelas pessoas que acabaram por falecer”, acrescentou o conselheiro, que relatou que foram encontrados os corpos de quatro pessoas num veículo e, noutro local, outros falecidos que caminhavam depois de “terem abandonado os carros e, provavelmente, estarem à procura de uma saída que não era a prevista nem a que lhes tinha sido indicada”.
O incêndio abrange um perímetro de 3 150 hectares queimados e, na zona, estão a trabalhar 464 efetivos com 124 veículos, entre os quais 21 equipas de intervenção com 150 bombeiros e nove camiões,. Ontem, foram utilizados 16 aviões e está previsto que 11 meios aéreos entrem em ação hoje.
“Quero agradecer a todos pela colaboração e pedir-lhes que sigam todas as recomendações e que não existem percursos alternativos, que não se pode agir por conta própria em situações deste tipo, que é fundamental que todos sigam os percursos indicados”, insistiu Sanz.
O Rei de Espanha, Filipe VI, manifestou profundo pesar pela tragédia do incêndio de Los Gallardos, Almeria, transmitindo as condolências às famílias das vítimas e aos afetados. “Expressamos a nossa tristeza e condolências às famílias e aos entes queridos dos falecidos, bem como a todos os afetados”, declarou a Casa Real numa mensagem divulgada através das redes sociais.
Fonte: Jornal de Noticias

