
A protecção civil e os bombeiros estão prestes a entrar em cena… A época de incêndios que se avizinha (fase Charlie) trará estas entidades à ribalta. É sabido. Por mais que o trabalho seja notável ao longo do ano e nos vários âmbitos de atuação, a época mais crítica dos incêndios florestais coloca, por ventura, os bombeiros e a protecção civil na sua maior ação, frente às câmaras e microfones, assombrados pelas fortes luzes e calor das chamas, seja noite ou dia.
A comunicação social terá os olhos postos nos fogos, postos ou não, e nos responsáveis pelo combate ao flagelo. Nesta altura são também colocadas as velhas questões:
Será uma época de altas temperaturas e por consequência elevado número de incêndios?
Tendo em conta o ano chuvoso, haverá maior risco de incêndio?
Foram aplicadas as multas necessárias a quem não teve o cuidado de cumprir a legislação e limpar os seus terrenos?
Existem campanhas de prevenção suficientes?
As autoridades estão preparadas para atuar?
Os bombeiros estão a postos?
Os meios serão mesmo os suficientes e adequados?
Sim, todos queremos os bombeiros preparados para entrar em ação, mas não queremos que se repitam as cenas de terror e horror, entenda-se morte da vida humana, da vida selvagem e da natureza a tomar lugar de destaque nos noticiários.
Luzes, câmara, ação… É a vida real, não é ficção. Não é possível dizer “corta” e “vamos gravar outra vez”. Por isso, este ano, que os novos episódios sejam novos e não repetição do que já vimos acontecer.
