Duarte Caldeira, presidente do Centro de Estudos da Proteção Civil, considera que o incêndio em Pedrógão Grande poderá levar a uma avaliação em larga escala do sistema de Proteção Civil em Portugal.
O responsável sublinha que as comunicações “são determinantes” nestas situações de catástrofe, mas que é “prematuro” determinar se é necessário um novo sistema de comunicações.
Duarte Caldeira refere que a componente tecnológica destes sistemas deve ser testada de modo a que não falhe.
O presidente do Centro de Estudos da Proteção Civil considera ainda que é “absolutamente inaceitável” que o Plano Nacional de Incêndios não seja avaliado há quatro anos, uma vez que se trata de um “instrumento estratégico precioso” para a intervenção e combate aos incêndios florestais.
Para Duarte Caldeira, a “subestimação” da importância desse documento deve ser apontada a várias entidades, incluindo o antigo e o atual Governo.
Sublinha, por fim que existe em Portugal um “grande número” de relatórios e planos que “repetem diagnósticos”, mas o que falta é a aplicação das terapêuticas para a resolução de problemas.
RTP1

