Esta fase prolonga-se até 31 de maio, antes de novo aumento do dispositivo a partir de 1 de junho
O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais 2026 entra esta sexta-feira em Nível Bravo, a primeira fase de reforço de meios no terreno para resposta a incêndios rurais. Esta fase prolonga-se até 31 de maio, antes de novo aumento do dispositivo a partir de 1 de junho.
De acordo com a Diretiva Operacional Nacional nº 2, aprovada pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o DECIR 2026 define a articulação entre os vários agentes de proteção civil, bombeiros, forças de segurança, meios aéreos e restantes entidades envolvidas na prevenção, pré-supressão, supressão e socorro em incêndios rurais.
Nesta fase Bravo, estão previstos 11.851 elementos, integrados em 2.017 equipas, apoiados por 2.576 viaturas e 37 meios aéreos. O objetivo é aumentar a capacidade de resposta numa altura em que o risco de incêndio começa a subir, devido à aproximação do verão, ao aumento gradual das temperaturas e à maior pressão sobre os territórios rurais.
O reforço desta sexta-feira é apenas o primeiro patamar de um dispositivo progressivo. A fase mais exigente decorre entre julho e setembro, período em que o DECIR 2026 deverá atingir a sua capacidade máxima, com 15.149 operacionais, 2.596 equipas, 3.463 veículos e 81 meios aéreos, incluindo três meios da AFOCELCA.
O Governo tem sublinhado que o dispositivo deste ano representa um reforço face à última década. Em 2016, o combate a incêndios rurais contava com 7.478 operacionais, 1.557 equipas, 1.601 veículos, 165 Equipas de Intervenção Permanente e 47 meios aéreos. Em 2026, os números sobem para 15.149 operacionais, 2.596 equipas, 3.463 veículos, 770 Equipas de Intervenção Permanente e 81 meios aéreos.
A entrada no Nível Bravo marca, assim, o arranque da fase de maior vigilância antes do período crítico dos incêndios rurais. Até 31 de maio, o dispositivo fica reforçado para responder a ocorrências, antecipar riscos e preparar a escalada operacional que será necessária nos meses mais quentes do ano.
Fonte: Sapo.pt

