Portugal está a viver uma situação crítica de incêndios florestais, que já consumiram mais de 19 mil hectares de área desde o início do ano, sendo quase metade nos primeiros dias de agosto.
As altas temperaturas e os ventos fortes dificultam o trabalho dos bombeiros, que contam com o apoio de meios aéreos e terrestres.
Um dos focos mais preocupantes é o incêndio em Odemira, no sul do país, que já dura cinco dias e obrigou à evacuação de mais de 1.400 pessoas. As chamas estão a avançar em direção ao Algarve, uma das principais regiões turísticas de Portugal. Uma imagem de satélite da União Europeia mostra a intensidade do fogo e a fumaça que cobre parte do território.
As autoridades locais emitiram um alerta de risco máximo de incêndios florestais para 120 cidades, incluindo municípios das regiões de Lisboa, do Alentejo e do Algarve. Nos próximos dias, algumas cidades podem registar temperaturas acima dos 40ºC, principalmente no sul do país.
O ministro da Administração Interna disse que, para já, não vai ser declarada a situação de alerta, tendo em conta a resposta do dispositivo ao combate e as condições meteorológicas. No entanto, apelou à população para que cumpra as regras de prevenção e segurança e evite comportamentos de risco.

