O cenário negro da devastação deixada pelos fogos florestais que no Verão do ano passado fustigaram o nosso país, e em particular a Região Centro, onde vários bombeiros perderam a vida enquanto faziam o combate às chamas, inspirou um grupo de estudantes do 3.º ano do Curso de Electrónica, Automação e Computadores da Escola Profissional Mariana Seixas, que no início do mês venceu a final nacional do Concurso de Ideias de Negócio INOVA 2013/2014, promovido pelo Ministério da Educação e Ciência, com o projeto SmartGear, o protótipo de um módulo inteligente para um casaco de bombeiros que poderá ajudar a salvar vidas.
Depois de, no passado mês de Maio, ter assegurado, com este projecto, a segunda posição no Concurso de Empreendedorismo do Concelho de Viseu (iniciativa da responsabilidade conjunta da Comunidade Intermunicipal da Região Viseu Dão Lafões e do município local de que saiu vencedor o projecto WaterSaver, da autoria de outro grupo de alunos da mesma escola), e de ainda antes, em Abril, ter arrebatado o Prémio INOVA SOCIAL em Coimbra, que lhe valeu a presença na final nacional realizada ontem no Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa, a EPMS não deixou os seus créditos por mãos alheias e foi à capital buscar o prémio principal do Concurso de Ideias INOVA 2013/2014, promovido pelo Ministério da Educação e da Ciência.
Em entrevista ao programa «Há Conversa», da Antena Um, o estudante Ricardo Gomes, representando o grupo de alunos responsável pelo conceito, explicou que o projecto SmartGear consiste “num módulo para embutir num casaco normal de bombeiro que tem dois sensores de temperatura” – um para medir a temperatura do corpo do bombeiro e outra para medir a temperatura do ambiente à volta dele –, “um acelerómetro”, para detectar eventuais quedas, e “um módulo GPS que permite, em qualquer momento e em tempo real, localizar o bombeiro, caso ele se encontre numa situação de risco”. O dispositivo faz uso do sistema Bluetooth para comunicar todos os dados obtidos através de uma aplicação Android e, segundo a mesma fonte, “já foi testado e funcionou perfeitamente”. No mesmo programa de rádio, o Diretor da EPMS, Gonçalo Ginestal, salientou que a política da escola tem sido sempre a de “proporcionar um serviço público de ensino de qualidade”, procurando incentivar e desenvolver nos alunos aspectos como “a autonomia, a criatividade e o empreendedorismo”, fazendo com que possam efectivamente “criar valor” nas áreas em que se especializam. Aproveitando a ocasião, o mesmo responsável elencou alguns outros projectos desenvolvidos por alunos dos pólos de Viseu e de Castro Daire da EPMS, lembrando que só falta que haja empresas dispostas a pegar neles para “produzir em massa” e tornar concretos e acessíveis a todos os seus benefícios:
A conquista do PRÉMIO INOVA é mais uma distinção no currículo da Escola Profissional Mariana Seixas, que ao longo dos anos vem afirmando a sua aposta na inovação e na criatividade postas ao serviço das populações, e vem coroar um semestre cheio de boas notícias para aquele estabelecimento de ensino. Criado com o objectivo de “estimular os jovens a desenvolver ideias criativas que constituam uma solução para qualquer necessidade ou problema e que possam traduzir-se em projetos inovadores nas áreas científica e tecnológica, empresarial, social e ambiental, entre outras, na edição deste ano letivo este concurso confirmou a excelência do ensino ministrado na EPMS.
(Fonte: EPMS)