O mês de agosto tem sido fustigado pelos incêndios florestais que têm ocorrido um pouco por todo o país.
Uma circular emitida pelo Ministério da Administração Interna, revela que, em 2017 o cidadão comum pode integrar as equipas de combate a incêndios florestais.
Segundo o que apurou o «Boca» d’ Incêndio, na origem desta circular estão diversos fatores, nomeadamente, a escassez de bombeiros para fazer face ao numero de ignições ocorridas, por exemplo, no mês de Agosto.
A Ministra da Administração Interna em declarações ao «Boca» d’ Incêndio revelou que “os populares têm muitas vezes sido o braço armado nos incêndio florestais” referindo-se ao mais recente trabalho que populares de Teixeira de Baixo, no Concelho de Seia, tiveram no combate a um incêndio que lavrou esta semana nas proximidades da freguesia.
Os populares da Teixeira, publicaram na sua página do Facebook o trabalho que efetuaram durante as operações, referindo que “falam em trabalho árduo no combate aos incêndios… pois combate árduo é isto” os populares revelam que a população esteve unida no combate ao incêndio e fazem uma acusação: “Os meios que estavam presentes, viraram as costas fazendo-nos passar por uma situação de perigo sem meios para nos ajudar…” revelam ainda que “damos graças ao vento estar a favor e a alguns meios aéreos que depois vieram intervir.”
Esta bravura sensibilizou a Ministra da Administração Interna, que ordenou, que de imediato se elaborasse uma circular que possibilitasse a integração de populares nas equipas de ECIN.
O «Boca» d’ Incêndio confrontou a ENB sobre esta circular, dado que, estes populares apenas terão o conhecimento empírico no que concerne ao combate a incêndios florestais. O presidente da ENB, referiu que, considera a medida da ministra ajustada e que perca por tardia.
O presidente referiu que “os bombeiros para combater incêndios florestais numa primeira fase, ou seja, em bombeiro de 3ª., não precisam de ter qualquer formação certificada pela ENB”, por isso, não vê qualquer constrangimento em integrar populares nas equipas de ECIN, “é darem-lhes equipamento de proteção e toca andar”.
Já descontentes com esta medida estão as equipas de análise de incêndios florestais, que afirmam que estes populares terão feito uma manobra que compromete a lei existente no que respeita ao uso do fogo controlado. Segundo se consta, os populares da Teixeira de Baixo terão recorrido ao contra-fogo para estancarem o incêndio que se aproximava da sua localidade. Apesar do conhecimento que a ANPC teve desta manobra, as equipas de análise de incêndios florestais denunciaram que o COS nada fez para identificar os indivíduos.
O «Boca» d’ Incêndio contactou o presidente da junta da Teixeira de Baixo confrontando-o com os factos descritos. Armando Antunes, referiu-nos que, “os bombeiros respeitam uma hierarquia muito pesada, este incêndio poderia não ter atingido estas proporções se os operacionais no terreno pudessem fazer uso do ataque indireto”, ainda segundo Armando Antunes, “os operacionais só respeitaram ordens, porem o uso desta técnica teria evitado queimar tanto terreno.”
Em 2017 não haverá problemas em arranjar elementos para a integração das equipas de ECIN, dado que, com tanto desempregado que o país tem, não faltarão elementos que se voluntariem.

