A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) manifestou o seu descontentamento com o Orçamento do Estado para 2024, que prevê um aumento de 900 mil euros no financiamento às corporações de bombeiros voluntários, totalizando cerca de 32,6 milhões de euros.
Segundo o presidente da LBP, António Nunes, este valor é insuficiente e inferior à taxa de inflação, o que significa uma perda de poder de compra para as associações humanitárias que prestam um serviço essencial à população.
António Nunes afirmou que os bombeiros “não aceitam” receber menos do que a inflação e que os cálculos deviam ter em conta a inflação deste ano, e não a prevista para 2024.
Além disso, o presidente da LBP lamentou que o sistema de financiamento das associações humanitárias de bombeiros voluntários, criado em 2015, nunca tenha sido avaliado ou acompanhado, o que resultou em critérios desajustados e injustos na distribuição das verbas.
A LBP reivindica um outro modelo de financiamento para as corporações de bombeiros, que reconheça o seu papel fundamental na proteção civil e na resposta a emergências.
António Nunes alertou que as associações humanitárias enfrentam dificuldades financeiras e operacionais, que podem comprometer a qualidade do socorro prestado aos cidadãos.

