Mudança total não acontecerá antes de 2038. Ministro assume que “não há risco zero” em alterar a rede de comunicações de emergência do Estado.
Após sucessivas falhas em momentos críticos, o SIRESP vai mudar. Mas não é para já, uma vez que se estima que a nova rede de comunicações de emergência do Estado só entre em funcionamento, no mínimo, em 2038. O prazo foi definido esta terça-feira, pelo Governo, na apresentação onde anunciou as mudanças no sistema.
Segundo o coordenador do grupo de trabalho para a substituição do SIRESP, o sistema atual é limitado e revelou limitações em momentos críticos. De acordo com esta equipa, mudar a forma como o sistema é gerido também é necessário, propondo para isso uma nova entidade, que permita dar uma autonomia operacional reforçada ao SIRESP.
Assumindo que “não há risco zero” nesta mudança, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, anunciou que existem matérias de curto e médio prazo (para este Governo) e algumas que transitarão para o seguinte. Não olhando a cores políticas, o governante admite que esta é uma matéria “do interesse comum”, não havendo “um caminho a seguir”. “O Governo tinha de agir e penso que agiu bem”, disse.
Para tornar a rede mais autónoma em termos energéticos e criar redundâncias, o Governo prevê investir 36 milhões de euros, segundo disse fonte do setor à agência Lusa.
Fonte: Correio da Mannha

