A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) publicou a Diretiva Operacional Nacional n.º 2 (DON 2) – Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) 2026, documento que define a organização, meios e estratégia nacional para prevenção e combate aos incêndios rurais durante o período crítico do próximo ano.
O plano estabelece a mobilização progressiva de meios humanos e materiais ao longo do ano, com especial reforço nos meses de maior risco. No nível máximo de empenhamento operacional, Fase Delta, o dispositivo poderá atingir cerca de 15 149 operacionais, apoiados por 3 463 viaturas e 50 meios aéreos.
Reforço progressivo ao longo das fases de risco
O DECIR 2026 mantém a lógica de fases de empenhamento operacional, que aumentam progressivamente consoante o risco de incêndio:
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Fase Alfa – cerca de 9 493 operacionais e 1 986 veículos
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Fase Bravo – cerca de 9 964 operacionais e 2 103 veículos
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Fase Charlie – cerca de 12 866 operacionais e 2 857 veículos
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Fase Delta – cerca de 15 149 operacionais, 3 463 veículos e 50 meios aéreos
Este modelo permite ajustar os recursos à evolução das condições meteorológicas e do perigo de incêndio.
Bombeiros continuam a representar a maioria dos meios
Os Corpos de Bombeiros continuam a constituir a principal força do dispositivo nacional. Na fase mais crítica do ano, podem mobilizar mais de 11 mil operacionais, distribuídos por cerca de 1 862 equipas e mais de 2 600 viaturas.
O dispositivo integra ainda meios de várias entidades, nomeadamente:
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Força Especial de Proteção Civil (FEPC)
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Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR (UEPS)
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Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF)
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AFOCELCA
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Forças Armadas e outras entidades públicas e privadas quando necessário.
Ataque inicial continua a ser prioridade
Um dos princípios estruturantes do dispositivo continua a ser o ataque inicial rápido, considerado determinante para evitar que pequenos incêndios evoluam para grandes ocorrências.
A diretiva estabelece que os primeiros meios devem chegar ao local com rapidez, sendo mobilizados reforços caso o incêndio não seja dominado nos primeiros momentos da intervenção.
Coordenação nacional e reforços inter-regionais
O documento reforça também os mecanismos de coordenação entre níveis nacional, regional e sub-regional, permitindo mobilizar rapidamente meios de reforço de outras regiões do país sempre que a dimensão de uma ocorrência o exija.
O sistema prevê ainda pré-posicionamento de meios, criação de zonas de concentração e reserva, e gestão centralizada de recursos através da estrutura operacional da ANEPC.
Estratégia assente na prevenção e na resiliência
Para além da resposta operacional, o DECIR 2026 enquadra-se na estratégia nacional de gestão integrada de fogos rurais, procurando articular prevenção, vigilância, ataque inicial e combate ampliado, bem como medidas de resiliência territorial.
O objetivo central passa por proteger vidas humanas, património e ecossistemas, reduzindo a probabilidade de grandes incêndios e aumentando a eficácia da resposta operacional.
Conheça a Diretiva Operacional Nacional n.º 2
FONTE: Bombeiros.pt

