Torres, telhado e interior do Palácio da Fonte da Pipa destruídos pelas chamas

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As emblemáticas torres, o telhado e parte do interior do Palácio da Fonte da Pipa ficaram esta manhã destruídos pelas chamas que irromperam pelas 6h10, neste edifício do século XIX, situado à entrada da cidade de Loulé.

O bombeiros recorreram mesmo a uma escada magirus para tentar conter o fogo na parte superior do palacete abandonado.

Nuno Fernandes, que trabalhou na exposição da coleção de arte indígena de José de Guimarães, que esteve patente no palacete em 2010, durante o Algarve, e que acompanhava o trabalho dos bombeiros no local, disse ao Sul Informação que «há muitos sem abrigos a dormir no Palácio, alguns de nacionalidade romena».

No entanto, ao que o nosso jornal apurou, não há vítimas deste fogo, apenas elevados danos patrimoniais.

A ajuda de alguns populares também já está a chegar aos Bombeiros, tendo a reportagem do Sul Informação assistido à entrega de alimentos, por uma senhora que parou o carro junto à entrada do Palácio da Fonte da Pipa.

Este palacete está abandonado e em acentuada degradação desde há anos.

Em declarações ao Sul Informação, o presidente da Câmara de Loulé lamentou o sucedido, já que este era «património sentimental da cidade», apesar de pertencer a privados e não fazer parte «do património do Estado ou Municipal».

O palácio e a «grande propriedade» em que está inserido pertencem a um fundo imobiliário inglês, precisou o edil louletano, cuja intenção era construir uma urbanização, apesar de «não haver base legal para o fazer.

«O palácio era o principal ativo daquela propriedade e à volta do qual ela se desenvolvia. Mas nunca ligaram muito ao imóvel e ele foi-se degradando. Agora tudo ficará mais difícil, pois perderam o seu principal ativo. Se antes era complicado, agora…», disse.

Isto porque, apesar das intenções dos donos da propriedade, «o PDM de Loulé não reconhece aquela zona como urbanizável». Quanto a uma eventual valorização do imóvel centenário que agora ardeu, «não havia nenhum projeto na Câmara nesse sentido», assegurou.

O fogo está a ser combatido por 23 operacionais, dos corpos de Bombeiros de Loulé, Albufeira, São Brás e dos Sapadores de Faro, auxiliados por nove viaturas, A GNR também está no local.

Sul Informação




Sobre quem enviou a noticia

Ana Romaneiro

Ana Romaneiro

Nasceu em Évora onde cresceu e estudou. Desde muito cedo que partilha o gosto pela informática, que, a levou a tirar um curso profissional técnico de Gestão de Sistemas Informáticos, profissão que exerce na atualidade. A sua ligação aos bombeiros surge aos 13 anos ao entrar na fanfarra dos Bombeiros de Évora, onde permaneceu até 2013. Na atualidade integra a corporação os Bombeiros de Reguengos de Monsaraz, no posto de bombeira de 2º.