Bombeiros de Fátima não têm quartel novo devido a candidatura fora de prazo

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O Ministério da Administração Interna (MAI) afirma que os Bombeiros Voluntários de Fátima candidataram fora de prazo o projecto de novo quartel a financiamento comunitário e terão de aguardar por um eventual novo concurso para o construir.

Em resposta ao grupo parlamentar do PSD, que em Janeiro colocou ao MAI uma pergunta sobre as dificuldades daquela corporação de bombeiros e o planeamento de segurança para a visita do Papa Francisco, o gabinete da ministra da Administração Interna lembra que os Bombeiros de Fátima tiveram oportunidade de concorrer aos apoios comunitários do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), cujo aviso foi lançado em Julho de 2016, para a construção de um quartel novo.

Na resposta, o gabinete da ministra Constança Urbano de Sousa adianta que apesar de ter submetido um projecto de novo quartel ao parecer da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) e de o parecer “ter sido favorável”, a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Fátima “não submeteu a candidatura nos prazos estabelecidos”.

“Assim, a Associação terá de aguardar por um eventual novo aviso que permita tal candidatura. Naturalmente que, nesse âmbito, as melhorias das condições proporcionadas aos elementos daquele corpo de bombeiros não poderão estar disponíveis até às comemorações do Centenário das Aparições de Fátima e à visita de sua santidade o papa Francisco [a 12 e 13 de Maio]”, adianta o MAI.

A pergunta ao Governo foi colocada a 5 de Janeiro pelos deputados do PSD Duarte Marques, Nuno Serra e Teresa Leal Coelho sobre a falta de condições denunciadas pelos bombeiros de Fátima.

No texto, os sociais-democratas evidenciavam uma “preocupação” que, alegavam, se “agrava num ano de grande afluxo de peregrinos” devido à visita do papa, e sustentavam a urgência de ser garantido um apoio à construção do novo quartel dos bombeiros, cujas “condições atuais são bastante débeis face às necessidades exigidas a uma organização que é o primeiro suporte aos milhões de visitantes que ocorrem anualmente ao Santuário de Fátima”.

A 2 de Janeiro, em comunicado, o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros de Fátima lamentou a dificuldade que a corporação tem tido em responder a todas as solicitações.

Num comunicado em que fazia o balanço de 2016, Alberto Caveiro apontava “a grande discrepância entre os meios de intervenção da corporação e o elevado número de solicitações a que os bombeiros são chamados”.

No comunicado, o presidente da corporação dizia esperar concluir o novo quartel em 2017, explicando que o processo de aquisição de terrenos com essa finalidade, por parte do município de Ourém, estaria “em fase final”, e que o orçamento provisório da obra ascendia a cerca de 1,5 milhões de euros.

Na resposta aos deputados do PSD, o MAI sustenta que a visita do papa Francisco a Fátima “já foi classificada como ocorrência de âmbito nacional, pelo que o dispositivo de protecção e socorro será preparado e gerido pelo Comando Nacional de Operações de Socorro de forma integrada com os diversos corpos de bombeiros do distrito de Santarém, ou mesmo de outros distritos” e com meios humanos e materiais “ajustados ao risco previsto”.

Adianta que o dispositivo a mobilizar “estará dimensionado adequadamente ao aumento de serviços de emergência previsto durante as cerimónias” religiosas e que os trabalhos de preparação da visita do papa “estão a decorrer de acordo com o calendário previsto”.

O Mirante




Sobre quem enviou a noticia

Ana Romaneiro

Ana Romaneiro

Nasceu em Évora onde cresceu e estudou. Desde muito cedo que partilha o gosto pela informática, que, a levou a tirar um curso profissional técnico de Gestão de Sistemas Informáticos, profissão que exerce na atualidade. A sua ligação aos bombeiros surge aos 13 anos ao entrar na fanfarra dos Bombeiros de Évora, onde permaneceu até 2013. Na atualidade integra a corporação os Bombeiros de Reguengos de Monsaraz, no posto de bombeira de 2º.