Vinte e duas famílias desalojadas no Cacém

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Risco de queda de muro obriga à evacuação de três edifícios.

O risco de derrocada de um muro obrigou esta quinta-feira ao desalojamento de 22 famílias no Cacém, oito delas deslocadas para o Centro de Emergência da Idanha, em Belas, disse fonte da Proteção Civil de Sintra.
De acordo com a mesma fonte, o muro, que sustenta um terreno privado, encontra-se nas traseiras dos três edifícios que foram evacuados pelos bombeiros e pela Proteção Civil por volta das 20h16 desta quinta-feira. Os edifícios evacuados são os números 12, 10 e parte do número 8 na Rua São Tomé e Príncipe, no Cacém.

img_757x426$2014_11_21_00_34_56_418864Nesta operação estiveram envolvidos os Bombeiros Voluntários de Agualva-Cacém, a PSP e do Serviço Municipal de Proteção Civil de Sintra. Técnicos do Serviço Municipal de Proteção Civil de Sintra e os Bombeiros vão avaliar a situação na sexta-feira para determinar que medidas terão de ser tomadas para evitar a derrocada.

Moradores assustados com estrondo “muito grande”

As 20 pessoas das oito famílias foram realojadas com o apoio da Proteção Civil e da Segurança Social, enquanto as restantes vão ficar em casa de familiares. Ainda segundo as autoridades, o muro de sustentação de terras está partido ao meio em consequência da acumulação de água no terreno.

Maria do Céu, 53 anos, residente no terceiro andar do prédio número 12, disse à Lusa que ouviu “um estrondo muito grande e o prédio deu todo de si”. Maria do Céu vai ser realojada, juntamente com a filha e uma sobrinha, no Centro de Emergência da Idanha.
Na garagem de um dos prédios funcionava uma associação chamada Entre Gatos, que acolhia dezenas de gatos. Ema Cardoso, presidente da Associação Entre Gatos, disse à agência Lusa que os animais vão ser distribuídos por várias pessoas que se disponibilizaram para cuidar deles.
O presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, disse que a obra “vai ser muito complicada porque é um muro com 12 metros que está em risco de cair”.

Fonte: Correio da Manha




Sobre quem enviou a noticia

Ângelo Santos

Ângelo Santos

E natural do Porto e criado em Gondomar, assume-se como um “tripeiro de gema” pela forte influência e proximidade à cidade do Porto. Nasceu praticamente no seio dos bombeiros derivado à presença de familiares nas fileiras, onde de perto acompanhou a sua evolução e ganhou gosto pela causa. Integra na atualidade o corpo de bombeiros de Valbom no Concelho de Gondomar, onde exerce funções de bombeiro de 2º, com vínculo profissional de Operador de Comunicações. Fez ainda parte do projeto bombeirosdeportugal.com.