Vila Verde: Bombeiros melhor protegidos para incêndios florestais

0

62229_230x180Os Bombeiros Voluntários de Vila Verde receberam ontem os 32 equipamentos de protecção individual (EPI) para combate a incêndios florestais com que foram contemplados no âmbito da candidatura apresentada pela Comunidade Intermunicipal (CIM) Cávado.

Este corpo de bombeiros irá receber mais 29 equipamentos da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), embora ainda sem data de entrega, revelou ontem o presidente da Direcção, Carlos Braga.
Na hora de receber os 32 equipamentos adquiridos com financiamento comunitário e verbas da ANPC e do município de Vila Verde, o dirigente dos Bombeiros lembrou que “quando existe uma união de esforços tudo se realiza a contento de uma causa”.
Carlos Braga alertou, no entanto, que o concelho de Vila Verde “é uma zona sujeita a fogos florestais intensos, principalmente na época sazonal, o que origina a duplicação de equipamentos necessários para cada bombeiros” cujo valor a instituição “não pode suportar devido à falta de liquidez que atravessa”.
O dirigente aponta que “devido ao uso intensivo que leva” o equipamento agora recebido “terá um período de vida útil no máximo de uma época de fogos”, questionando o que pode ser feito para o manter em bom estado de conservação.
No que toca a dotar a instituição de meios, os Bombeiros Voluntários de Vila Verde acabam de investir 52 mil euros para renovar duas viaturas, uma destinada ao combate a incêndios em meio rural e outro veículo florestal.
O presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, António Vilela, espera que os equipamentos de protecção individual ontem entregues aumentem a segurança dos bombeiros a quem “devemos reconhecimento e honra” porque “têm sido eles os promotores da defesa de bens e pessoas no nosso território”.
Além dos EPI, o edil vilaverdense destacou a aposta dos Bombeiros na modernização da frota.
António Vilela lembrou que Vila Verde é um concelho com “uma área enorme de floresta” e realçou a sua relevância no desenvolvimento do território e do ponto de vista ambiental, defendendo: “tudo o que se possa fazer para manter verde o nosso território nunca será demais”.
Para o autarca de Vila Verde, “estes EPI são apenas a ponta do icebergue. Em matéria de incêndios, há também trabalho pedagógico a fazer junto das populações”.
Exemplificando com as muitas ocorrências registadas logo que o calor começou a surgir, em Março deste ano, o autarca António Vilela refere o trabalho de sensibilização que é preciso fazer “para se evitarem fogos florestais e sobretudo na altura em que eles são mais dramáticos”, apontando que “muitos terão a ver com descuidos e até com crime”.

 

(Fonte: Correio do Minho)

 




Sobre quem enviou a noticia

Daniel Rocha

Daniel Rocha

Nasceu na Guarda, mas foi em Famalicão da Serra que cresceu e conheceu o mundo dos bombeiros integrando o corpo activo. É Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, e possui um Curso de Especialização em Ensino de Português como Língua Estrangeira e Língua Segunda (PLELS), ambos na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). Para além da vida de professor, dedica-se a muitas outras actividades, entre as quais o teatro e a escrita, tendo publicado com alguma regularidade desde 2011. A sua ligação e gosto pelo mundo da imprensa levaram-no a ser colaborador da Rádio Altitude (Guarda) e do jornal Notícias de Gouveia (Gouveia).