Vespa assassina pode chegar a Lisboa em três anos e atacar o Algarve até 2019

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Vespa  AsiáticaA vespa velutina, também conhecida por vespa asiática, vai afetar o país todo até 2019. A previsão foi divulgada durante uma sessão de esclarecimento para apicultores, em Guimarães. A praga já rondará Coimbra.

Segundo Alfredo Marques, presidente da Associação de Apicultores do Cávado e do Ave, a vespa velutina “teve o primeiro caso português detetado em Ponte de Lima no ano 2011”. Desde então que se expande pelo território nacional, sobretudo pela costa litoral: “Na minha perspetiva, já haverá vespa velutina por Coimbra”. No ano de chegada, a população não se apercebe da presença dos insetos fecundadores. Um ano depois, aparecem muitos ninhos e já pouco há a fazer.

Por cada ano que passa, a praga avança “entre 60 e 100 quilómetros” e, por isso, a previsão é de que ultrapasse as margens do Sado até 2017: “Prevemos que vá pela costa alentejana dentro de três anos”. Dois anos depois, atingem o Algarve. Este avanço é uma multiplicação, o que significa que as zonas já atingidas continuam a tê-la.

A expansão pode ser mais lenta no Alentejo, pois “não se sabe se as vespas irão suportar o calor da região”, ressalva Alfredo Marques, uma vez que o clima quente não é propício à sobrevivência das fecundadoras.

A vespa velutina é muitas vezes apelidada de assassina pois alimenta-se de abelhas e outros insetos. Por dia, no pico de produção, cada ninho chega a consumir meio quilo de abelhas, ou seja, cerca de 5000. Os ninhos aparecem sobretudo na copa de árvores.

As vespas diferenciam-se das restantes pois são ligeiramente mais pequenas, têm o abdómen preto com listas alaranjadas, ao contrário do tom amarelo das vespas normais.

Se não forem provocadas não atacam. No entanto, basta tocar num ninho para este ficar em estado de alerta. Neste estado, as vespas podem perseguir uma pessoa por uma distância superior a 50 metros. O ataque é feito por dezenas em conjunto, sobretudo com picadas sucessivas. Há ainda casos em que o veneno é projetado para os olhos do humano. Para travar esta praga “é preciso um esforço de atuação conjunto” que já tem dado resultados em algumas zonas do Minho. Em Braga, por exemplo, foi detetado o primeiro caso em 2012 e, em 2013, já havia 35 ninhos.

Autoridades como os bombeiros sapadores têm encetado o combate à praga, em zonas rurais e urbanas, o que permitiu diminuir o fator de multiplicação. Este ano foram detetados 70 ninhos mas, se no ano passado nada tivesse sido feito, o número podia ultrapassar os mil. Entretanto, multiplicam-se os prejuízos dos apicultores, que já chegou às dezenas de milhares de euros no Ave e Cávado.

FONTE: JN

 




Sobre quem enviou a noticia

Sérgio Cipriano

Sérgio Cipriano

Natural de Gouveia e licenciado em Comunicação Multimédia pelo Instituto Politécnico da Guarda. Ingressou nos bombeiros com apenas 13 anos de idade e hoje ocupa o cargo de sub-chefe. É um dos fundadores da Associação Amigos BombeirosDistritoGuarda.com e diretor de informação do portal www.bombeiros.pt, orgão reconhecido pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social.