Vento forte dificulta combate às chamas no Gerês

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“Três frentes ativas enormes” lavram no Gerês

O vento “muito forte”, os “declives acentuados” e os “difíceis acessos” estão a dificultar o combate ao incêndio que lavra desde as 22 horas de quarta-feira na Peneda Gerês.

Em declarações à agência Lusa, Inocêncio Araújo, responsável da proteção civil de Ponte da Barca, adiantou que o fogo “tem três frentes ativas enormes” cuja extensão não conseguiu quantificar.

Segundo aquele responsável “as três frentes estão viradas às povoações de Ermida, Germil/Lourido e Sobredo”, todas na área do Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG).

“O vento é muito forte e as chamas atingiram uma extensão enorme. Com o calor previsto para a tarde e se não forem reforçados os meios, sobretudo aéreos, para atacar e estancar as chamas vão propagar-se montanha acima e podem aproximar-se das povoações”, referiu.

Segundo Inocêncio Araújo o incêndio deflagrou cerca das 22 horas de quarta-feira no lugar de Lourido, freguesia de Entre Ambos-os-Rios, naquele concelho do distrito de Viana do Castelo. “Para já lavrou em zona de pinhal que até tinha sido recentemente limpa. Para já não houve habitações ameaçadas”, disse.

De acordo com fonte do Comando Operacional de Operações de Socorro (CDOS) de Viana do Castelo, encontravam-se no terreno pelas 09 horas, mais de 20 operacionais dos Bombeiros Voluntários de Ponte da Barca, Sapadores Florestais e Grupo de Intervenção da GNR (GIPS).

Na quarta-feira, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) informou que as regiões Norte e Centro vão registar índices “elevados a muito elevados” de risco de incêndio.

De acordo com a informação da ANPC “destaca-se para os próximos dias a existência de um cenário desfavorável em termos de incêndios florestais”, assente em temperaturas máximas que podem atingir valores entre os 28 e os 30 graus Celsius na generalidade do território.

JN

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Ana Romaneiro

Ana Romaneiro

Nasceu em Évora onde cresceu e estudou.
Desde muito cedo que partilha o gosto pela informática, que, a levou a tirar um curso profissional técnico de Gestão de Sistemas Informáticos, profissão que exerce na atualidade.
A sua ligação aos bombeiros surge aos 13 anos ao entrar na fanfarra dos Bombeiros de Évora, onde permaneceu até 2013. Na atualidade integra a corporação os Bombeiros de Reguengos de Monsaraz, no posto de bombeira de 2º.