Três famílias desalojadas devido ao mau tempo nos Açores

0
Fonte: tvi24

Fonte: tvi24

Populações chegaram a estar isoladas, depois de várias estradas e caminhos terem ficado obstruídos, soterrados e danificados no Nordeste. Centro de Saúde esteve aberto durante a noite e foram assistidas algumas pessoas

Três famílias foram retiradas das suas casas durante a madrugada no lugar da Pedreira, concelho do Nordeste, Açores, devido à chuva, tendo havido populações que chegaram a estar isoladas, disse à Lusa o presidente da câmara.

Segundo Carlos Mendonça, duas destas famílias foram retiradas das suas casas e realojodas “por questões de segurança” e a terceira por a habitação ter sido atinginda por materiais arrastados pela água, tendo acabado por ficar soterrada.

O autarca disse que “várias” outras casas “ficaram destruídas”, mas nenhuma delas era habitada.

Várias estradas e caminhos ficaram obstruídos, soterrados e danificados, mas neste momento já não há populações isoladas, acrescentou.

Segundo Carlos Mendonça, durante a madrugada, uma “tromba de água” atingiu aquela zona e “choveu muito” num curto espaço de tempo, provocando “imensos estragos”.

O centro de saúde esteve aberto durante a noite e foram assistidas algumas pessoas, afetadas a nível psicológico pelo que estava a acontecer, contou ainda o autarca, que explicou que não foram registados feridos.

Os danos estão ainda a ser avaliados e estão no local diversos responsáveis, incluindo o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, disse ainda o autarca.

O Serviço de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores registou 32 ocorrências, sem vítimas, nas ilhas de São Miguel e Terceira devido ao mau tempo que afetou nesta quinta-feira os grupos central e oriental, que estão sob aviso vermelho.

Os grupos central (Graciosa, S. Jorge, Faial, Pico e Terceira) e oriental (S. Miguel e Santa Maria) estão sob aviso vermelho, o mais grave de uma escala de quatro, desde as 01:00 (02:00 em Lisboa) e até às 08:00 locais (09:00 no continente) devido à previsão de precipitação forte.

“Na ilha terceira houve registo de inundações e obstruções da via pública devido a problemas com esgotos e bueiros que foram rapidamente resolvidos. Em S. Miguel, a maior incidência foi nos concelhos de Nordeste e Povoação”, adiantou a  responsável do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores,  Bárbara Castelo,  citada pela agência Lusa.

No Nordeste, algumas estradas ficaram interrompidas e duas habitações ficaram inundadas devido ao transbordo de ribeiras.

“Na zona da Pedreira, concelho do Nordeste, houve uma situação mais complicada com arrastamento de troncos para a via pública e uma habitação ficou danificada. No entanto, não há registo de vítimas, tivemos apenas três pessoas que entraram em hipotermia e pelos seus próprios meios ao centro de saúde e foram assistidas”, contou.

A responsável indicou também que no concelho da Povoação algumas estradas ficaram inacessíveis.

“De momento já não chove e as equipas estão no local a ajudar as populações. A acompanhar a situação estão elementos da proteção civil, câmaras municipais, assistentes sociais e da Direção Regional das Floresta”, sublinhou.

Além dos grupos central e oriental, também o ocidental (ilhas do Corvo e Flores) está sob aviso laranja, o segundo mais grave de uma escala de quatro, também devido à chuva forte entre as 01:00 e as 08:00 de hoje.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou também todo o arquipélago dos Açores sob aviso amarelo, o terceiro mais grave de uma escala de quatro, devido à previsão de trovoada.

O aviso vermelho é o mais grave de uma escala de quatro e é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação meteorológica de risco extremo.

De acordo com o IPMA, o aviso laranja é o segundo mais grave numa escala de quatro e implica uma situação meteorológica de risco moderado a elevado.

Já o aviso amarelo é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades que dependem do estado do tempo.

(Fonte: TVI24)




Sobre quem enviou a noticia

Ana Romaneiro

Ana Romaneiro

Nasceu em Évora onde cresceu e estudou. Desde muito cedo que partilha o gosto pela informática, que, a levou a tirar um curso profissional técnico de Gestão de Sistemas Informáticos, profissão que exerce na atualidade. A sua ligação aos bombeiros surge aos 13 anos ao entrar na fanfarra dos Bombeiros de Évora, onde permaneceu até 2013. Na atualidade integra a corporação os Bombeiros de Reguengos de Monsaraz, no posto de bombeira de 2º.