Thomas Fire: está controlado depois de queimados 115 mil hectares

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Mais de um mês depois do seu início, o incêndio identificado como “Thomas Fire” foi finalmente “contido” pelos serviços de combate a incêndios da Califórnia, garantem as Autoridades Florestais americanas (US Forest Service).

Segundo as mesmas autoridades, este é o incêndio mais destrutivo alguma vez registado no estado da Califórnia. Relembremos que este incêndio teve início no dia 4 de Dezembro de 2017 e, segundo dados oficiais, queimou 114 mil hectares (281,900 acres, revelados pelas autoridades) desde então até ao dia 12 de Janeiro de 2018.

Os meios de comunicação americanos, citando fontes oficiais, relatam que não se consegue ainda determinar a causa deste incêndio. No entanto, o vento forte e a seca naquele estado americano explicam a forte progressão do incêndio.

No total, este incêndio destruiu 1063 estruturas (habitacionais e comerciais) e afectou gravemente outras 280, originando múltiplas ordens de evacuação (de milhares de pessoas) nos condados de Ventura e Santa Barbara
Contam-se no total duas mortes provocadas por este incêndio, umas das quais um Bombeiro que ficou cercado pelo fogo.
O número máximo de operacionais a combater simultaneamente este incêndio cifrou-se em mais de 2800, sendo que os custos do combate a este incêndio durante os primeiros 20 dias foi de 177 milhões de dólares (aproximadamente 150 milhões de euros).
Os danos ambientais provocados pelo incêndio tiveram grande influência no grande número de deslizamentos de terra que ocorreram na passada semana devido às fortes chuvadas. Pelo menos 20 pessoas morreram nestas vítimas destas enxurradas, para além dos elevados prejuízos.

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Daniel Rocha

Daniel Rocha

Nasceu na Guarda, mas foi em Famalicão da Serra que cresceu e conheceu o mundo dos bombeiros integrando o corpo activo. É Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, e possui um Curso de Especialização em Ensino de Português como Língua Estrangeira e Língua Segunda (PLELS), ambos na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). Para além da vida de professor, dedica-se a muitas outras actividades, entre as quais o teatro e a escrita, tendo publicado com alguma regularidade desde 2011. A sua ligação e gosto pelo mundo da imprensa levaram-no a ser colaborador da Rádio Altitude (Guarda) e do jornal Notícias de Gouveia (Gouveia).