Taxa de proteção civil “protege” futuro dos bombeiros de Lisboa

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naom_573dc5732034bO presidente da Câmara de Lisboa defendeu hoje que a Taxa Municipal de Proteção Civil, contestada por vereadores da oposição e por munícipes, é uma “proteção face às vicissitudes financeiras” e garante o futuro do Regimento de Sapadores Bombeiros (RSB).

“Sei bem que esta medida foi alvo de incompreensão de muitos, e sei bem que hoje é alvo da crítica política de outros tantos, mas continuo a defendê-la com a mesma convicção que a apresentei, porque a criação desta taxa é aquilo que permitirá assegurar ao RSB uma proteção face às vicissitudes financeiras que em que o país ou que o município possa incorrer no futuro”, afirmou Fernando Medina (PS).

Segundo o responsável, “a criação de uma receita exclusivamente consignada ao serviço de proteção civil, aos recursos humanos, ao investimento em equipamento e ao investimento em instalações, é dos contributos mais sólidos que este executivo dá para a estabilidade de toda a operação do RSB, para todo o seu futuro e para toda a exigência que queremos”.

A Taxa Municipal de Proteção Civil, com que a autarquia pretende arrecadar 18,9 milhões de euros anualmente, visa financiar investimentos no setor e substitui a Taxa de Conservação e Manutenção de Esgotos.

Prevista no orçamento do ano passado, mas cobrada a partir de novembro passado, a taxa incide sobre o valor patrimonial tributário dos prédios urbanos de Lisboa.

Em média, os proprietários vão pagar cerca de 35 euros por ano, valor agravado nos casos de prédios em ruínas ou devolutos.

Fernando Medina, que falava no Dia da Unidade do RSB, salientou que “a Câmara de Lisboa tem desenvolvido um esforço importante no sentido de dotar o RSB dos recursos e dos instrumentos necessários à sua manutenção, como unidade de excelência e de referência no país e no estrangeiro”.

Como exemplo, apontou a aquisição de equipamentos de proteção individual e de cinco viaturas, o reforço da corporação (para a qual entraram esta semana 48 elementos) e ainda a requalificação e construção de novos quartéis.

No final do ano passado, a autarquia aprovou um investimento de 31 milhões de euros no RSB.

A cerimónia de hoje, que decorreu em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, em Belém, teve o intuito de celebrar os 621 anos do RSB e promover o convívio entre o efetivo aposentado e efetivo.

Na ocasião, o comandante do regimento, Pedro Patrício, fez um balanço “do muito que o RSB realizou” em 2015.

Nesse ano, o regimento foi chamado a 20 mil ocorrências, às quais conseguiu reduzir “em 40 segundos”, para pouco mais de seis minutos, o tempo de resposta.

Quanto aos recursos humanos, Pedro Patrício alertou que, desde 2009, se registaram 125 aposentações, às quais se somarão 109 até 2020, razão pela qual solicitou a entrada de pessoal.

Outro dos presentes foi o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares, para quem o RSB de Lisboa é “dos mais bem preparados”.

Jaime Marta Soares desejou a Fernando Medina que “o município continue a ter o regimento que tem tido até aqui”, porque, se assim for, este continuará a ser um “presidente de Câmara feliz”.

Sobre a relação com o Governo, destacou “a abertura” para resolver dificuldades das corporações.

Fonte: Noticias ao minuto

Sobre o autor

Pedro Fonseca

Pedro Fonseca

É natural e residente em Gouveia, a sua vida profissional está ligada nestes últimos 17 anos à área de consultadoria em seguros. Em 2013 foi fundador da empresa LICATEL - Soluções em Telecomunicações onde é sócio/gerente. Desde tenra idade ingressou nas camadas jovens dos Bombeiros de Gouveia tendo permanecido alguns anos nos quadros, ultimamente passou pela Direcção da referida Instituição dinamizando a área de comunicação e imagem. Frequentou a licenciatura em Gestão de Marketing no IPAM de Aveiro. Passou por diversas Associações de Gouveia dando o seu contributo.