Setúbal junta especialistas e agentes de proteção civil de vários pontos do país

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A importância de promover uma estratégia de segurança abrangente, com partilha de responsabilidades e visão de futuro, foi destacada na abertura do 1.º Encontro Cidades Resilientes, que decorreu em Setúbal.

A iniciativa, subordinada à temática “Da divulgação à ação!” e dinamizada pela Câmara Municipal de Setúbal, no âmbito da Plataforma Nacional para a Redução do Risco de Catástrofes, junta especialistas e agentes em diversas matérias de proteção civil de vários pontos do país.

A vereadora Carla Guerreiro, da Câmara Municipal de Setúbal, salientou a pertinência do encontro, por expressar uma “demonstração da vontade de vencer os desafios que se colocam à segurança das cidades, dos cidadãos e a todos a que é entregue a responsabilidade da sua garantia”.

Esta iniciativa, assinalou, desencadeia “um processo de partilha de experiências entre municípios que, apesar de iguais nas competências e responsabilidades, são distintos nas particularidades dos seus territórios”, seja nos riscos e ameaças, seja nas características das populações e nos recursos disponíveis.

Na intervenção desta manhã realizada no auditório da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, a autarca defendeu que o conceito de segurança deve ser encarado e trabalhado de forma abrangente e não numa visão estrita nas esferas das forças de segurança e de defesa nacional.

“Esta segurança é um bem essencial muito mais vasto. Engloba a segurança económica e alimentar e na saúde e a segurança ambiental, pessoal, comunitária e política”, vincou Carla Guerreiro, para destacar a adesão de Setúbal, em 2014, ao programa das Nações Unidas “Cidades Resilientes”.

Pela via deste programa internacional, o município integrou a Plataforma Nacional para a Redução do Risco de Catástrofes. “Aderimos com um propósito, o de participar, porque acreditamos que só através da participação ativa poderemos adquirir novas perspetivas e abordagens.”

A vereadora abordou ainda o trabalho dinamizado em Setúbal no que respeita a matérias de proteção civil e projetos desenvolvidos no âmbito da resiliência, desde logo a Conferência Internacional Riscos, Segurança e Cidadania, bienal, com segunda edição agendada para 28 e 29 de março de 2019.

A criação da Plataforma de Setúbal, fórum permanente de monitorização, investigação, discussão e cooperação em matérias relativas à aplicação do Marco de Sendai em Portugal e que junta diversas entidades, foi igualmente evidenciado por Carla Guerreiro.

Na abertura do encontro, o diretor nacional de Planeamento de Emergência da Autoridade Nacional de Proteção Civil, José Oliveira, salientou a importância da Plataforma Nacional para a Redução do Risco de Catástrofes para a “reflexão sobre prevenção e mitigação de riscos”.

O responsável lançou o repto para que mais municípios adiram à plataforma nacional, a qual conta com cerca de três dezenas de participantes. “Existem interesses comuns e, por isso, é importante que existam mais cidades resilientes, com vista a dar mais força a este ímpeto de âmbito internacional.”

O encontro continuou com intervenções de Patrícia Pires e Carlos Mendes, ambos da Autoridade Nacional de Proteção Civil, que falaram, respetivamente, sobre o “Quadro de Sendai para a Redução do Risco de Catástrofes 2015-2030” e sobre “A Estratégia Nacional para uma Proteção Civil Preventiva”.

Já a “Campanha Internacional Construir Cidades Resilientes – Implementação à Escala Local” e a “Disaster Resilience Scorecard for Cities” foram temas explanados por Luís Carvalho, coordenador do grupo de trabalho da Plataforma Nacional para a Redução do Risco de Catástrofes.

Na parte da tarde, o 1.º Encontro Cidades Resilientes dinamiza um workshop no qual são exploradas temáticas como “Riscos e Vulnerabilidades: investimentos a efetuar e problemas a ultrapassar” e “Capacidade de Resposta, gestão de emergência e processo de reconstrução: modelos a seguir”.

Amanhã, o encontro promove a apresentação da organização do Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros de Setúbal, com a promoção de um conjunto de visitas guiadas a espaços e equipamentos que têm início no quartel da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal.

Visitas ao Centro Municipal de Operações de Socorro, ao sistema protótipo de alerta de tsunami e ao centro histórico para apresentação da sinalética de emergência e colunas informativas SOS fazem parte do programa, assim como uma mostra de contentores com material de busca e resgate em estruturas colapsadas.

Fonte – CMS




Sobre quem enviou a noticia

Ana Romaneiro

Ana Romaneiro

Nasceu em Évora onde cresceu e estudou. Desde muito cedo que partilha o gosto pela informática, que, a levou a tirar um curso profissional técnico de Gestão de Sistemas Informáticos, profissão que exerce na atualidade. A sua ligação aos bombeiros surge aos 13 anos ao entrar na fanfarra dos Bombeiros de Évora, onde permaneceu até 2013. Na atualidade integra a corporação os Bombeiros de Reguengos de Monsaraz, no posto de bombeira de 2º.