Saiba que cuidados deve ter com a chegada das altas temperaturas

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Imagem Ilustrativa

Parece que o verão chegou, finalmente, e veio para ficar. Este fim-de-semana as temperaturas podem alcançar os 47 graus celsius.

De acordo com as previsões metereológicas do Instituto português do mar e da atmosfera, as temperaturas vão alcançar os 40 graus em vários pontos do país, sendo que sábado será o dia mais quente.

As temperaturas começam a subir esta quarta-feira, com valores a alcançar os 33 graus em Lisboa, 28 no Porto, 33 em Faro e 41 no distrito de Évora, mas será apenas o inicio desta vaga de calor.

A partir de quinta-feira, todos os termómetros apontam para temperaturas perto dos 40 graus. As boas notícias para quem quer ir à praia é que o fim-de-semana vai estar propício a banhos, sendo que Lisboa vai contar com 42 graus no sábado, 34 para o Porto, 47 para Évora e 36 para algumas regiões do distrito de Faro.

O índice de radiação ultravioleta também vai registar um aumento significativo, o que torna a exposição ao sol particularmente perigosa e obriga ao reforço de cuidados não só com a pele, mas também com todo o nosso organismo.

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São vários os efeitos negativos que o contacto solar prolongado pode ter, dado que o corpo humano quando é exposto a temperaturas mais elevadas do que a ambiente vai absorver esse calor e, consequentemente, aumentar a temperatura corporal interna.

A forma como o organismo reage a esse aumento de calor e os efeitos negativos que advêm dessa circunstância são diferentes em cada pessoa, podendo variar de um ligeiro rubor, desidratação, edema, desmaios, cãibras e, em situações extremas, até mesmo à perda de vida.

Quem está mais vulnerável ao calor

Algumas pessoas são mais sensíveis aos efeitos do calor intenso e por isso exigem uma atenção especial e medidas específicas para estarem protegidas. Crianças nos primeiros anos de vida, pessoas com 65 ou mais anos, portadores de doenças crónicas e pessoas que desenvolvem actividades no exterior devem reforçar os cuidados.

Cuidados a ter quando o calor está mais intenso

Todos os cidadãos devem manter-se informados não só sobre as condições climáticas previstas mas também sobre comportamentos que promovam a protecção contra o calor. Procurar locais climatizados, não deixar animais de estimação no carro “estacionado” pois eles também podem desenvolver doenças relacionadas com o calor, evitar zonas de poluição e mudanças bruscas de temperatura, beber água mesmo quando não tem sede e fazer refeições frias são alguns dos conselhos.

Bebés e crianças pequenas devem vestir roupas leves e de cor clara, utilizar sempre um chapéu, beber mais água do que o habitual, evitar exposição direta ao sol, aplicar protector solar antes de sair de casa e nunca deixar o menor dentro um carro estacionado ou outro local exposto ao sol.

O CM entrevistou o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, sobre as temperaturas que vão assolar o país nos próximos dias.

CM – Uma massa de ar quente vai atingir Portugal nos próximos dias e as temperaturas poderão ultrapassar os 40 graus. Numa situação de calor intenso como esta, quais os cuidados a adotar?

Rui Nogueira – É sempre uma preocupação para todos nós mas este fenómeno já tem acontecido em anos anteriores. Todas as pessoas devem evitar a exposição ao calor procurando locais frescos, evitar sair à rua durante as horas de mais calor e procurar ter apoio de outras pessoas. Por outro lado deve haver um cuidado particular com o aumento da ingestão de água e de alimentos leves em refeições frequentes. Um cuidado igualmente importante é cada um de nós ajudar os seus vizinhos idosos, acompanhando, orientando ou mesmo facilitando com alimentos adequados e água. Isto é o que já acontece com frequência e que importa salientar e valorizar.

– Quais as faixas etárias que comportam um maior nível de risco?

O risco é maior nos idosos e nas crianças pequenas. A preocupação maior é com os idosos porque vivem sozinhos ou com outro idoso e porque não sentem sede e porque frequentemente sofrem de doenças que podem agravar numa situação de calor extremo. Os doentes com insuficiência cardíaca, ou com bronquite crónica, ou com asma, ou grandes obesos estão mais vulneráveis nesta situação.

– É de esperar que esta subida gradual de temperatura tenha algum impacto na taxa de mortalidade?

Se a subida de temperatura atmosférica for gradual e ficar abaixo de 40 graus e ainda assim por poucos dias não haverá problemas. Mas se tivermos muitas horas de temperatura atmosférica acima de 40 graus e vários dias seguidos então o risco aumenta muito principalmente nos idosos com doenças de base. Nestes casos pode ser necessário recorrer a cuidados hospitalares por descompensação da doença de base.

 




Sobre quem enviou a noticia

Sérgio Cipriano

Sérgio Cipriano

Natural de Gouveia e licenciado em Comunicação Multimédia pelo Instituto Politécnico da Guarda. Ingressou nos bombeiros com apenas 13 anos de idade e hoje ocupa o cargo de sub-chefe. É um dos fundadores da Associação Amigos BombeirosDistritoGuarda.com e diretor de informação do portal www.bombeiros.pt, orgão reconhecido pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social.