Protecção e Socorro no concelho de Matosinhos em risco

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bombeiros montijoO alerta é lançado pelas quatro corporações de bombeiros voluntários do concelho de Matosinhos que acusam Guilherme Pinto, Presidente da Câmara Municipal, de afastar a responsabilidade sobre o índice de perigosidade no concelho.

Em comunicado dirigido à redacção do Portal Bombeiros.pt, os responsáveis pelas quatro Corporações de Bombeiros Voluntários do Concelho alertam que estiveram “presentes na Assembleia Municipal e interpelaram o Presidente Guilherme Pinto no período que antecede a ordem de trabalhos” sobre o facto de Matosinhos “ser o segundo concelho mais perigoso do País, conforme diretiva Seveso II”, e de assim necessitar de um investimento correspondente às necessidades ao nível dos corpos de bombeiros.

E é essa uma das reivindicações principais dos corpos de bombeiros, pois, segundo o comunicado e com referência ao final de Junho, apesar de “estarmos no último dia do primeiro semestre do ano” ainda não existia qualquer informação sobre qual será “a comparticipação da C.M.M. para as Associações”.

Segundo o comunicado, existiu uma proposta das Associações no mês de Janeiro, onde estas propunham “a criação de uma força mínima de primeira intervenção em permanência nas quatro Corporações”, que não obteve qualquer tipo de resposta do elenco camarário, sendo “também uma preocupação” o silêncio do presidente.

Assim, as quatro corporações tentaram obter respostas do presidente Guilherme Pinto, mas, segundo o comunicado, o responsável terá sido evasivo nas justificações, tendo, no entanto, reforçado a ideia de que não estaria disposto a “multiplicar por quatro a comparticipação” aos Bombeiros e acrescentando que “está encomendado um estudo que determine quais as necessidades do concelho”.

As corporações do Concelho de Matosinhos adiantam que, “dadas as dificuldades em que se encontram as Associações de Bombeiros, a segurança e
socorro no Concelho de Matosinhos está em perigo.” Afirmando que é pelo facto de estarem cientes das suas “responsabilidades” que não abdicam do “dever moral de denunciar tudo quanto possa contribuir para a insegurança das populações” e acrescentam que não irão “desarmar e deixar de exigir com toda a força que o Governo e Autarquia cumpram o que por obrigação legal é da sua competência.”

Fica o alerta à população: “a protecção e socorro corre sérios riscos por falta de diálogo e financiamento da Câmara Municipal.” Os bombeiros do Concelho de Matosinhos reafirmam, porém, a firme intenção de não “baixar os braços na defesa dos meios e qualidade imprescindíveis à valorização do socorro a que os cidadãos de Matosinhos têm direito!”

O Portal Bombeiros.pt contactou o Gabinete do Presidente da Câmara de Matosinhos de forma a confrontar o executivo com a posição dos bombeiros do concelho e de forma a obter esclarecimentos sobre este tema. Assim que obtivermos uma reacção por parte da Câmara de Matosinhos, será disponibilizada no Portal.

 




Sobre quem enviou a noticia

Daniel Rocha

Daniel Rocha

Nasceu na Guarda, mas foi em Famalicão da Serra que cresceu e conheceu o mundo dos bombeiros integrando o corpo activo. É Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, e possui um Curso de Especialização em Ensino de Português como Língua Estrangeira e Língua Segunda (PLELS), ambos na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). Para além da vida de professor, dedica-se a muitas outras actividades, entre as quais o teatro e a escrita, tendo publicado com alguma regularidade desde 2011. A sua ligação e gosto pelo mundo da imprensa levaram-no a ser colaborador da Rádio Altitude (Guarda) e do jornal Notícias de Gouveia (Gouveia).