Protecção Civil confirma que só tem um helicóptero pesado do Estado operacional

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kamovTrês das seis aeronaves pesadas compradas pelo Estado não deverão integrar dispositivo de combate na época mais crítica dos fogos florestais.

A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) emitiu esta quinta-feira um comunicado no qual confirma que apenas um dos seis helicópteros pesados adquiridos pelo Estado, os Kamov, está neste momento operacional. Duas das aeronaves necessitam de reparações simples, que deverão estar concluídas “num curto espaço de tempo”, mas outras duas não deverão estar reparadas a tempo de integrar o dispositivo de combate na época mais crítica dos fogos florestais, que começa a 1 de Julho. O sexto Kamov ficou danificado num acidente em Setembro de 2012, não tendo voltado a voar.

“Neste momento está apenas em condições de plena operacionalidade um dos cinco Kamov da frota do Estado”, refere a ANPC. A autoridade explica que assinou um contrato para a manutenção daqueles meios aéreos a 6 de Fevereiro, com a Everjets, tendo, em Março, após o visto do Tribunal de Contas, iniciado o processo de mudança do responsável pela manutenção, que até então era assegurado pela empresa Heliportugal. “No decurso daquele processo foram detectadas por esta autoridade não conformidades graves no estado das aeronaves, as quais ditaram a impossibilidade de os helicópteros estarem em plena condição de serem operados”, afirma a protecção civil.

Segundo a ANPC, todas as aeronaves inspeccionadas “necessitaram ou necessitam de intervenções técnicas”, uma situação que levará o Estado a intervir. “Dada a gravidade da matéria apurada, esta autoridade irá agir por todos os meios ao seu dispor para defesa e garantia do interesse patrimonial do Estado”, sustenta o organismo, que está na dependência do Ministério da Admninistração Interna.

A autoridade adianta ainda “que duas aeronaves são passíveis de reparação num curto espaço de tempo, tendo sido já iniciados os procedimentos necessários para que assim seja”. As duas outras aeronaves, completa, “requerem intervenções mais profundas, não sendo possível garantir a sua entrada no actual dispositivo”.

Apesar disso, a ANPC garante que adoptou medidas alternativas para compensar a falta dos helicópteros Kamov como a “antecipação da entrada de outros meios aéreos no dispositivo, nomeadamente helicópteros ligeiros e aviões bombardeiros médios”. A autoridade refere igualmente que está a “diligenciar” no sentido de reforçar ainda mais o dispositivo com meios aéreos. “Importa referir que o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) prevê um total de 49 meios aéreos, de diferentes tipologias, para além de toda uma estrutura terrestre que, este ano, está reforçada quantitativa e qualitativamente”, sublinha-se na nota. A ANPC garante, por fim, que o dispositivo de combate aos fogos “é suficientemente robusto e flexível”, estando capacitado de meios humanos e materiais que lhe asseguram “uma resposta eficiente e eficaz”.

in Publico 

 




Sobre quem enviou a noticia

Sérgio Cipriano

Sérgio Cipriano

Natural de Gouveia e licenciado em Comunicação Multimédia pelo Instituto Politécnico da Guarda. Ingressou nos bombeiros com apenas 13 anos de idade e hoje ocupa o cargo de sub-chefe. É um dos fundadores da Associação Amigos BombeirosDistritoGuarda.com e diretor de informação do portal www.bombeiros.pt, orgão reconhecido pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social.