Primeiro Ministro anuncia que “reforma estrutural” da floresta arranca a 21 de março

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O primeiro-ministro anunciou hoje que o Conselho de Ministros que se realizará no dia 21 de março vai aprovar o “pacote florestal”, conjunto de diplomas que constituirá as bases de uma reforma estrutural na floresta portuguesa.

António Costa falava no encerramento da cerimónia que assinalou o “Dia da Proteção Civil”, tendo ao seu lado a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, num discurso em que também criticou a ausência de medidas de fundo para a floresta portuguesa nos últimos dez anos.

“É a hora de fazermos agora na floresta uma reforma com a dimensão da reforma que há dez anos se fez na proteção civil. Foi concluída a discussão pública e no Conselho de Ministros do próximo dia 21 será aprovado o pacote florestal que permitirá lançar as bases para arrancar com a reforma da floresta”, declarou o primeiro-ministro.

António Costa especificou depois que se tratará de uma reforma de “médio prazo”, cujos efeitos não serão imediatos, e deixou críticas ao passado recente em matéria de política florestal.

“Infelizmente, estes últimos dez anos não foram devidamente aproveitados. Podemos até ter excelentes meios de combate aos incêndios florestais, mas, ou fazemos agora aquilo que não foi feito nos últimos dez anos ao nível da prevenção estrutural, ou os riscos serão sempre crescentes e os meios sempre crescentemente insuficientes”, avisou.

Num discurso em que caracterizou Portugal como um país com “elevados níveis de segurança” – aspeto que disse beneficiá-lo mesmo do ponto de vista económico -, António Costa considerou depois a proteção civil “um pilar importante” em matéria de segurança.

Nesse sentido, o líder do executivo elogiou a ação que tem sido desenvolvida pela Força Especial de Bombeiros, destacando a missão internacional que recentemente desempenhou no Chile.

“A proteção civil tem uma fase mais visível, que é a do combate, sobretudo quando os incêndios florestais atingem o país. Mas os incêndios não são a única vulnerabilidade natural que afeta Portugal”, advertiu, aludindo então aos riscos sísmicos e às alterações climáticas (com crescentes riscos de cheias).

Neste quadro, de acordo com o primeiro-ministro, Portugal tem de possuir uma nova estratégia de proteção civil e tem de apostar “na vertente da prevenção”.

“Perante os riscos sísmicos, há que reforçar as condições estruturais dos diferentes espaços edificados. A reabilitação urbana é uma oportunidade única, não só para melhorar a eficiência energética, mas também para aumentar a resiliência estrutural do edificado”, referiu.

Ainda segundo António Costa, é preciso evitar a existência de construções em zonas de riscos de cheias.

“Não podemos ser complacentes com a manutenção de construções em zonas de risco, porque colocam em perigo vidas humanas e com bens materiais”, acrescentou.

Sapo24




Sobre quem enviou a noticia

Ana Romaneiro

Ana Romaneiro

Nasceu em Évora onde cresceu e estudou. Desde muito cedo que partilha o gosto pela informática, que, a levou a tirar um curso profissional técnico de Gestão de Sistemas Informáticos, profissão que exerce na atualidade. A sua ligação aos bombeiros surge aos 13 anos ao entrar na fanfarra dos Bombeiros de Évora, onde permaneceu até 2013. Na atualidade integra a corporação os Bombeiros de Reguengos de Monsaraz, no posto de bombeira de 2º.