Número de mortos na Grécia sobe para 80

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As autoridades gregas confirmaram, nesta quarta-feira, que já morreram 80 pessoas nos incêndios florestais que deflagraram na Grécia desde a tarde de segunda-feira, cita a agência Reuters. Foram detidas quatro pessoas, suspeitas de saquearem o que restou em Neos Voutzas, Matis. O Supremo Tribunal já abriu uma investigação às causas dos incêndios e à possível responsabilidade do Estado grego na tragédia.

A morte de um dos sobreviventes que estava internado no hospital, na manhã desta quarta-feira, fez aumentar o número de mortos, confirmou fonte dos bombeiros. Há pelo menos 187 feridos, 23 deles crianças, segundo a mesma fonte. O número de desaparecidos é desconhecido. As buscas continuam.

A polícia fez quatro detenções esta manhã por suspeitas de envolvimento em saques na aldeia de Neos Voutzas, nos arredores de Mati, uma das localidades mais afectadas pela catástrofe. De acordo com o diário grego em língua inglesa Ekathimerini, os suspeitos, com idades entre os 22 e os 26 anos, foram apanhados a forçar a entrada numa casa evacuada durante os incêndios.

Na terça-feira, o Supremo Tribunal grego ordenou a abertura de uma investigação para apurar as causas dos incêndios e a possível responsabilidade do Estado grego pela resposta tardia à emergência e ausência de plano de evacuação.

Os incêndios, que deflagraram a menos de 40 quilómetros de Atenas, capital da Grécia, destruíram centenas de casas. De acordo com o presidente da câmara de Rafina-Pikermi, Evangelos Bournous, há pelo menos 1500 casas destruídas e 2100 hectares de floresta queimados. As equipas de salvamento montaram unidades móveis em Mati, Rafina e Kineta para distribuir comida às centenas de pessoas que perderam as casas.

Aos poucos começam a surgir dados sobre os que morreram. Entre eles estão dois polacos, mãe e filho, informou o Governo esta quarta-feira.

Imagens recolhidas e partilhadas pelos satélites da NASA mostram a extensão de território queimado e os pontos que continuam a arder.

Os números ultrapassam a tragédia de 2007, uma das piores de que há registo no país, quando cerca de 70 pessoas morreram devido a incêndios no Peloponeso, a Sul da Grécia.

“Não existem palavras para descrever o que estamos a sentir”, disse o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras. “A Grécia está a atravessar um dos seus momentos mais difíceis.”

Publico

 




Sobre quem enviou a noticia

Sérgio Cipriano

Sérgio Cipriano

Natural de Gouveia e licenciado em Comunicação Multimédia pelo Instituto Politécnico da Guarda. Ingressou nos bombeiros com apenas 13 anos de idade e hoje ocupa o cargo de sub-chefe. É um dos fundadores da Associação Amigos BombeirosDistritoGuarda.com e diretor de informação do portal www.bombeiros.pt, orgão reconhecido pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social.