Morreu após duas horas encarcerada sem que ninguém desse por ela

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Palmela, 02/12/2015 - acidente resultante da colisão de mais de uma dezena de viaturas, que ocorreu na A12, perto do nó de Pinhal Novo, Palmela. (Carlos Manuel Martins/Global Imagens)

Palmela, 02/12/2015 – acidente resultante da colisão de mais de uma dezena de viaturas, que ocorreu na A12, perto do nó de Pinhal Novo, Palmela.
(Carlos Manuel Martins/Global Imagens)

Às 9.43 horas de quarta-feira as sirenes dos corpos de bombeiros de Alcochete, Palmela, Pinhal Novo, Montijo e Águas de Moura soaram para acudirem a um acidente em cadeia em plena A12, entre Setúbal e a Ponte Vasco da Gama, um quilómetro depois das portagens do Pinhal Novo, envolvendo 17 viaturas.

Mas eram 11.57 horas quando o Seat Ibiza de Maria Forreta, 54 anos (que estava sozinha numa amálgama contra um autocarro), ia ser rebocado que foi encontrada a condutora em paragem cardiorespiratória escondida pelos assentos desalinhados. Morreu pouco depois de nova chegada do INEM e de manobras de reanimação.

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Entre os escombros, a mulher passou despercebida durante mais de duas horas. Algo que as autoridades explicam com o facto de estar escondida pelos assentos, na amálgama de chapa em que ficou o carro, que terá como provável destino a sucata.

O aparatoso acidente contabilizava vítimas leves, algumas assistidas no local que recusaram deslocação para o hospital e outras que tiveram de ser transportadas para várias unidades hospitalares, desde o São Bernardo ao Garcia de Orta, Santa Maria e São José.

Desde o inverno passado que não se abatia um nevoeiro como o da manhã de ontem sobre toda a região de Setúbal e terá sido essa a razão que levou a que 15 viaturas ligeiras, mais uma mota e um autocarro da Transportes Sul do Tejo embatessem em cadeia.

De acordo com um taxista, a partir de certa altura o nevoeiro adensou-se de tal forma “que não se viam cinco metros para a frente”. Foi nessa altura que se deparou com uma viatura “em marcha muito lenta”. “Travei a fundo e acho que ainda lhe toquei”, afirma. E foi logo a seguir que veio um motociclo que embateu com toda a força no táxi e o condutor viu “o corpo a voar ao lado do carro”, atirando ainda a sua viatura contra o veículo da frente. O motociclista aterrou contra o primeiro. “Instantaneamente veio um autocarro e depois deu-se o embate em cadeia”, recordou.

Os 15 feridos leves ocuparam todos os meios de proteção civil no local, com nove a ser transportados para os hospitais e outros seis assistidos em plena via pública, que esteve cortada durante mais de cinco horas. David Nogueira, outro condutor, sublinhou que “não houve pânico mas muita entreajuda”.

Fonte: Jornal de Noticias




Sobre quem enviou a noticia

Paulo Reis

Paulo Reis

É Natural e residente em Esmoriz, a sua vida profissional está ligada à indústria automóvel nestes últimos 18 anos como CAD Designer. É um dos fundadores da Rádio Voz de Esmoriz, onde atualmente, apresenta o programa de rádio “Bombeiros em Missão”. Está ligado desde tenra idade aos Bombeiros de Esmoriz onde fez parte da orquestra do Grupo Cénico e hoje, ocupa o posto de Bombeiro de 1ª. É na atualidade responsável pelo Grupo de Comunicação & Imagem da corporação e integrou a equipa do portal bombeirosdeportugal.com.