Militares denunciam falta de meios para ajudar no combate aos fogos

0

Botas, óculos, luvas e outros equipamentos de proteção individual. Militares acusam Governo de não garantir equipamentos de proteção individual.

As associações que representam os praças e os oficiais das Forças Armadas garantem que os militares, que este ano vão ter um papel reforçado nesta área, não têm materiais básicos para cumprir com a missão de apoio ao combate aos incêndios florestais.

O presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas sublinha que já em 2017 os militares, sobretudo do Exército (que teve mais de mil homens no terreno), enfrentou o problema da falta de meios, apesar das promessas que garante que não foram cumpridas pelo Ministério da Administração Interna de compra do material de proteção individual.

António Mota garante que essa distribuição nunca foi feita: “Os nossos militares estiveram sem o material adequado e estamos a falar basicamente de botas, óculos, capacetes, luvas que nunca foram dados, pelo que fizeram toda a época de incêndios com os materiais normais… causando graves danos ao equipamento dos militares, havendo vários relatos de botas que derreteram”.

Neste momento, sublinha o representante dos oficiais, o problema mantém-se e não há sinais de que venha a ser resolvido, arriscando-se a integridade física dos militares, com António Mota a acusar o MAI de não cumprir o protocolo que assinou com as Forças Armadas, sendo “preocupante” que, em maio, tudo continue igual pois são necessárias as “condições mínimas”.

O presidente da Associação de Praças partilha as críticas dos Oficiais das Forças Armadas e sublinha que não faz sentido enviar os militares para o combate aos fogos ou mesmo missões de rescaldo sem o material adequado.

Luís Reis diz que têm de facto denúncias de falta de material de proteção individual e não é aceitável que o governo não garanta estes equipamentos a tempo da época de fogos.

O presidente da Associação de Praças defende que os militares não entendem como é que há dinheiro gasto em outras coisas, mas depois quando vão para o rescaldo dos fogos não têm coisas básicas, acrescentando que em Portugal muitas vezes fazem-se anúncios públicos que depois, na prática, não correspondem a toda a realidade.

Em resposta à TSF, o exército explica que ainda não recebeu a totalidade do material, mas as entregas já começaram. O porta-voz do exército assegura, no entanto, que os meios aos dispor atualmente são suficientes para desempenhar a função que lhe atribuída, à semelhança do que aconteceu no ano passado.

TSF




Sobre quem enviou a noticia

Sérgio Cipriano

Sérgio Cipriano

Natural de Gouveia e licenciado em Comunicação Multimédia pelo Instituto Politécnico da Guarda. Ingressou nos bombeiros com apenas 13 anos de idade e hoje ocupa o cargo de sub-chefe. É um dos fundadores da Associação Amigos BombeirosDistritoGuarda.com e diretor de informação do portal www.bombeiros.pt, orgão reconhecido pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social.