Mau tempo começa a desanuviar, mas deixa vítimas e estragos

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mau tempoEm Loures, o muro de uma escola caiu, em Palmela (Setúbal) quatro pessoas ficaram feridas e na Marinha Grande houve três feridos. Ligações fluviais no rio Tejo já foram retomadas.

A tendência é, neste início de semana, para o desagravamento das condições atmosféricas, mas o alerta laranja da Protecção Civil mantém-se até às 10h00.  O alerta amarelo mantém-se até às 14h00. Ao longo da noite e da madrugada desta segunda-feira, a Protecção Civil registou mais de 2.100 ocorrências.

Os efeitos do mau tempo não terão sido tão graves como o esperado, mas a agitação marítima mantém dez distritos sob aviso vermelho do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Ao longo das últimas horas, o vento soprou com grande intensidade e a chuva foi igualmente forte, sobretudo no litoral. Lisboa, Setúbal e Coimbra são os distritos mais afectados. A queda de árvores e de estruturas metálicas, inundações e cheias são as principais ocorrências. Ouça o resumo do adjunto de Operações da Autoridade Nacional de Protecção Civil, Marco Martins, à Renascença.

Feridos e estragos durante a noite
Registo para um ferido grave na zona de Leiria e dois ligeiros, na sequência de uma colisão entre duas viaturas com uma árvore de grande porte caída na estrada.

“Um pinheiro de grande porte caiu na estrada que liga Marinha Grande a Vieira de Leiria e a colisão arrancou o tejadilho de uma viatura e afundou o tejadilho de outra”, explica à agência Lusa o comandante da corporação, Vítor Graça.

Do primeiro veículo resultaram dois feridos (o condutor e o passageiro, este último em estado grave) e do segundo carro o outro ferido ligeiro.

“As vítimas foram transportadas para o Centro Hospitalar de Leiria”, adiantou Vítor Graça.

No concelho de Palmela (distrito de Setúbal), quatro pessoas ficaram feridas, devido à queda de árvores.

Segundo o Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS), três pessoas sofreram ferimentos ligeiros quando uma árvore caiu sobre a viatura em que seguiam, na Agualva de Cima, perto da Marateca, tendo sido transportadas ao Hospital de São Bernardo. Nenhuma inspirava cuidados.

A quarta vítima sofreu ferimentos ligeiros num membro superior devido à queda de uma chaminé metálica numa churrasqueira do Monte Caparica, em Almada.

Em Lisboa, foram retomadas as ligações fluviais no rio Tejo e também já se circula com normalidade na Ponte 25 de Abril, depois de o trânsito ter estado condicionado devido ao mau tempo.

Em Loures, nota para a queda de um muro de uma escola.

No centro do país há ainda estradas cortadas nos distritos de Aveiro e de Santarém.

Mais a norte, no Porto, está para breve o levantamento das restrições de circulação na marginal e Foz do Douro. O mau tempo não provocou grandes estragos durante a noite, mas as águas continuam agitadas (com ondas entre os quatro e os cinco metros). O vento que se faz sentir é ainda muito forte.

FONTE: RR

 

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Sérgio Cipriano

Sérgio Cipriano

Natural de Gouveia e licenciado em Comunicação Multimédia pelo Instituto Politécnico da Guarda. Ingressou nos bombeiros com apenas 13 anos de idade e hoje ocupa o cargo de sub-chefe. É um dos fundadores da Associação Amigos BombeirosDistritoGuarda.com e diretor de informação do portal www.bombeiros.pt, orgão reconhecido pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social.