Já existem “técnicos do INEM a ser agredidos na rua”

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INEM2O responsável pelo INEM adianta, em entrevista ao jornal i, que as últimas notícias sobre a demora no atendimento têm aumentado a agressividade das chamadas e refere que “ultimamente [os técnicos] são agredidos na rua”.

Numa altura em que os serviços de saúde estão a sofrer com notícias sobre os atrasos no atendimento que levam à morte de utentes nas urgências, chegou a público um caso de um homem de 63 anos, de Espinho, que morreu após esperar 40 minutos pelo INEM.

Paulo Gonçalves, há nove meses à frente do INEM, lamentou, em entrevista ao jornal i, a morte do utente mas sublinha que era um caso de um doente com uma doença muito grave “e que provavelmente não iria ter outro desfecho”.

O responsável acrescenta ainda o comandante da corporação em questão é vice-presidente do sindicato, o mesmo que trouxe o assunto a público.

Para Paulo Gonçalves é preocupante o impacto que estas notícias têm nas pessoas. “Este tipo de notícias tem impacto na agressividade das chamadas e no próprio contacto com os nossos técnicos, que ultimamente são agredidos na rua. As pessoas ficam com dúvidas sobre o nosso trabalho”, referiu.

O responsável não acredita que o problema esteja nos tempos de espera das chamadas e defende melhores condições para os funcionários do instituto, mesmo garantindo a eficiência do serviço.

Jornal I




Sobre quem enviou a noticia

Sérgio Cipriano

Sérgio Cipriano

Natural de Gouveia e licenciado em Comunicação Multimédia pelo Instituto Politécnico da Guarda. Ingressou nos bombeiros com apenas 13 anos de idade e hoje ocupa o cargo de sub-chefe. É um dos fundadores da Associação Amigos BombeirosDistritoGuarda.com e diretor de informação do portal www.bombeiros.pt, orgão reconhecido pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social.