Incêndios em Portugal Atualização

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Milhares de bombeiros continuam a combater as chamas em todo o país. As situações mais complicadas verificam-se nos distritos de Castelo Branco, Portalegre e Santarém. O incêndio que teve início na Sertã alastrou a Mação, destruindo casas, viaturas e queimando hectares de floresta.

10h55 – Circulação restabelecida na A23

A circulação rodoviária na A23 foi completamente restabelecida ao início da manhã de hoje, depois de ter estado cortada por causa dos incêndios.

Os incêndios já obrigaram ao corte de várias estradas: o fogo de Nisa cortou a EN 18, junto à ponte de Vila Velha de Rodão, e o de Gavião cortou várias estradas municipais e nacionais, como a Estrada Nacional 244, entre Gavião e Mação.

10h50 – Detida suspeita de atear incêndio em Castelo Branco

A Polícia Judiciária deteve uma mulher suspeita de atear o incêndio florestal de grandes dimensões que deflagrou no domingo no concelho de Castelo Branco e que hoje se mantém ativo, afetando ainda o município de Vila Velha de Ródão.

Segundo um comunicado da polícia, a mulher, de 50 anos e doméstica, foi detida pela Diretoria do Centro, com a colaboração da GNR, por suspeita de “um crime de incêndio florestal em terreno povoado por pasto seco e pinheiros, com utilização de isqueiro”.

Este ano a Polícia Judiciária já identificou e deteve 40 pessoas pela autoria do crime de incêndio florestal.

10h40- Localidade de Castelo (Mação) cercada pelas chamas

Em Mação o fogo continua com três frentes ativas e a localidade de Castelo está cercada pelas chamas.

“Apesar das informações mais recentes dizerem que a situação está relativamente controlada, realmente a aldeia está cercada pelo fogo. Apesar do fogo estar controlado”, afirmou Vasco Estrela, presidente da câmara de Mação.

Durante a noite parte da população “foi retirada do local” e as “pessoas mais idosas e com menor mobilidade foram transportadas para a Santa Casa da Misericórdia de Mação”.

10h30: Chamas não dão descanso em Mação

O vice-presidente da autarquia avançou que há populações em grande risco e que a própria vila de Mação está em “elevado risco” de vir a ser confrontada com uma frente de fogo.

António Louro nota que a situação está “extremamente preocupante”, tendo piorado em relação à manhã de terça-feira. Questionado sobre os prejuízos já conhecidos deste fogo, o autarca desvaloriza os dados imediatos para focar-se nas consequências futuras.

“A imprensa valoriza muito o dia do incêndio como sendo o grande dia da tragédia. Em territórios em que a floresta é a principal fonte de riqueza, este é só um primeiro dia dos próximos 30 anos de falta de rendimento, falta de atividade económica, famílias com dificuldades económicas e um território que perde atratividade”, explicita.

António Louro é assertivo: “A tragédia não está a acontecer hoje. A tragédia vai continuar a acontecer nas próximas três décadas em Mação porque hoje estamos a semear pobreza, falta de rendimento, abandono do território e desertificação”.

A autarquia prevê que, desde domingo, o fogo tenha consumido já 20 mil hectares de território no concelho, perto de 50 por cento da área total do território concelhio.

António Louro considera que os meios são agora adequados, o que não aconteceu nos últimos dias. “Finalmente os meios chegaram”, afirma, esclarecendo que esses meios “não estiveram cá no domingo quando precisávamos deles, na segunda quando precisávamos deles ou na terça quando precisávamos deles”.

“Agora, estranhamente, não deve estar a arder nada no país”, afirma, não tendo dúvidas que é “evidente” que os meios chegaram tarde demais.

10h27: Dominado cerca de 70% do fogo em Belver

Esta manhã, cerca de 70 por cento do incêndio que lavra em Belver, no concelho de Gavião, distrito de Portalegre, estava dominado. O fogo começou terça-feira no local de Ribeira das Eiras, na freguesia de Belver, concelho de Gavião, o alerta foi dado às 16h18.

Devido a este fogo, cerca de 120 pessoas foram retiradas de suas casas durante a noite.

Segundo a Proteção Civil, “as pessoas foram retiradas, por precaução, das suas casas, localizadas em pequenos aglomerados populacionais, e instaladas no Centro Social Belverense, em Belver”.

No entanto, “não há registo de casas ardidas, apesar da ameaça, ou de danos pessoais, estando as chamas a lavrar, com uma frente, numa zona de mato, pinhal e eucaliptal”.

O incêndio obrigou ao corte do trânsito em várias estradas da zona.

10h25: Reforço com quatro Canadairs espanhóis

A adjunta do Comando Nacional da Proteção Civil revelou ainda que esta quarta-feira quatro aviões espanhóis vão reforçar a combate às chamas.

“Conseguimos hoje pela manhã um reforço do apoio de Espanha, nomeadamente com mais quatro Canadairs que se juntam aos dois que tivemos a operar durante o dia de ontem”, frisou.

Segundo Patrícia Gaspar, continuam “acionados um total de 36 grupos de reforço, que vêm de todo o país, 23 máquinas de rasto que estão empenhadas nestas operações e dez pelotões militares”.

10h20: Quatro grandes incêndios ativos

Quatro grandes incêndios permanecem ativos em Portugal. O que começou na Sertã e se estendeu a Mação continua ativo e é aquele que mobiliza mais meios. Durante esta quarta-feira deverão chegar mais quatro aviões Canadairs espanhóis.

“Os incêndios de Castelo Branco e de Portalegre são aqueles que continuam a inspirar maior cuidado. Eu diria que a situação hoje está mais tranquila, mais estabilizada se comparáramos com o cenário que tínhamos durante o dia de ontem”, afirmou Patrícia Gaspar, adjunta do Comando Nacional de Proteção Civil, no briefing que se realizou às 9h00.

“Estamos a falar do incêndio da Sertã, do incêndio de Vale de Coelheiros, do incêndio de Gavião e ainda do incêndio de Nisa. Mantemos todos os meios concentrados nestes teatros de operações, num total de 1.648 operacionais, apoiados por 534 meios terrestes e estamos neste momento a injetar os primeiros meios aéreos nestes teatros de operações”, esclareceu.

Patrícia Gaspar revelou ainda que, “durante a noite foi possível dominar o incêndio de Mantela, no concelho de Mação. Foi o único incêndio que conseguimos dominar. Vamos ver como corre hoje e se os meios que temos no terreno conseguem de facto progredir e inverter um pouco com esta tendência”.

O concelho de Mação continua, no entanto, a ser alvo de um grande incêndio, depois de o fogo de Sertã ter alastrado.

 

RT




Sobre quem enviou a noticia

Ana Romaneiro

Ana Romaneiro

Nasceu em Évora onde cresceu e estudou. Desde muito cedo que partilha o gosto pela informática, que, a levou a tirar um curso profissional técnico de Gestão de Sistemas Informáticos, profissão que exerce na atualidade. A sua ligação aos bombeiros surge aos 13 anos ao entrar na fanfarra dos Bombeiros de Évora, onde permaneceu até 2013. Na atualidade integra a corporação os Bombeiros de Reguengos de Monsaraz, no posto de bombeira de 2º.