Incêndio na China destrói vila tibetana milenar

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Shangri-la-fire-2Uma vila tibetana milenar em Shangri-La, na província chinesa de Yunnan, no Sudoeste do país, foi fortemente danificada neste sábado por um incêndio que destruiu centenas de casas.

O fogo deflagrou ainda durante a noite e rapidamente tomou grandes proporções, alastrando-se a várias das construções tradicionais tibetanas, feitas em madeira, descreve a agência Xinhua, citada pela AFP.

Mais de 1000 bombeiros e voluntários foram mobilizados para o local para combater as chamas, que só foram consideradas controladas já ao final da manhã deste sábado (hora local), com o vento e o tempo seco a dificultar o trabalho das autoridades. As fotografias da vila mostram labaredas com dezenas de metros um pouco por todo o bairro, a iluminar o céu ainda escuro. Até ao momento não há informação sobre o registo de feridos durante o incidente, diz a Xinhua, que adianta que a população foi retirada do local pelas autoridades.

As causas do incêndio, que esteve activo durante mais de nove horas, ainda estão por apurar. Por agora contabilizam-se apenas os estragos e o primeiro balanço aponta para que pelo menos 100 habitações tradicionais tenham ficado destruídas, estimando-se já prejuízos de 12 milhões de euros.

A vila de Dukezong, que significa “cidade da lua”, tinha sido fundada há 1300 anos e contava com 700 casas distribuídas por uma superfície de 16 quilómetros quadrados, sendo considerada um importante património arquitectónico da região e ponto de interesse turístico pelo excelente estado de conservação.

Shangri-La, ou Gyalthang em tibetano, viu o seu nome mudado em 2001, depois de durante muitos anos ter sido chamado de Zhongdian. O principal objectivo da mudança foi precisamente atrair mais turistas para o mítico local himalaia que chegou a ser descrito pelo escritor inglês James Hilton e que foi uma paragem importante na Rota da Seda.

Este é já o segundo incidente na mesma semana a manchar a cultura tibetana. Na vizinha província de Sichuan um outro incêndio destruiu um instituto budista, afectando sobretudo a estrutura do edifício.

(Fonte: Público)

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Daniel Rocha

Daniel Rocha

Nasceu na Guarda, mas foi em Famalicão da Serra que cresceu e conheceu o mundo dos bombeiros integrando o corpo activo. É Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, e possui um Curso de Especialização em Ensino de Português como Língua Estrangeira e Língua Segunda (PLELS), ambos na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). Para além da vida de professor, dedica-se a muitas outras actividades, entre as quais o teatro e a escrita, tendo publicado com alguma regularidade desde 2011. A sua ligação e gosto pelo mundo da imprensa levaram-no a ser colaborador da Rádio Altitude (Guarda) e do jornal Notícias de Gouveia (Gouveia).