Governo prolonga “período crítico de incêndios” até 31 de outubro

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O Governo anunciou na passada sexta-feira que decidiu prorrogar o período crítico de incêndios até ao fim do mês de outubro. Este é já o segundo prolongamento, uma vez que o Executivo tinha inicialmente estendido este período crítico até 15 de outubro. Durante o período crítico é proibido fumar ou fazer lume nos espaços florestais ou agrícolas.

A decisão do Executivo é justificada pelo facto de a precipitação prevista poder “não ter expressão na alteração de índice de severidade meteorológico acumulado”. Por isso, o Governo prevê que se mantenha um “elevado estado de secura dos combustíveis”. Segundo o despacho do Governo, a quantidade de água disponível no solo será “presumivelmente insuficiente para aumentar o teor de humidade” que possa contrariar possíveis ignições e incêndios rurais.

Este prolongamento não está relacionado com o aumento dos meios de combate a incêndios florestais. A fase Charlie, que conta com mais meios de combate aos fogos, terminou a 30 de setembro.

A nota divulgada pelo Ministério da Agricultura adianta ainda que o número de incêndios por cada dia nesta altura do ano “se encontra acima da média dos últimos anos para este período”, o que justifica, na perspetiva do Governo, a continuidade das medidas e das ações especiais de prevenção.

O despacho do Executivo assinala que o período crítico de incêndios prevê a proibição de fumar, fazer lume ou fogueiras nos espaços agrícolas e florestais, bem como fazer queimas ou queimadas, lançar foguetes e balões de mecha acesa.

Durante este período, é também proibido fumigar ou desinfestar apiários, salvo se os fumigadores estiverem equipados com dispositivos de retenção de faúlhas, ou fazer circular tratores, máquinas e veículos de transporte pesados que não possuam extintor, sistema de retenção de faúlhas ou faíscas e tapa chamas nos tubos de escape ou chaminés.

RTP

 




Sobre quem enviou a noticia

Ana Romaneiro

Ana Romaneiro

Nasceu em Évora onde cresceu e estudou. Desde muito cedo que partilha o gosto pela informática, que, a levou a tirar um curso profissional técnico de Gestão de Sistemas Informáticos, profissão que exerce na atualidade. A sua ligação aos bombeiros surge aos 13 anos ao entrar na fanfarra dos Bombeiros de Évora, onde permaneceu até 2013. Na atualidade integra a corporação os Bombeiros de Reguengos de Monsaraz, no posto de bombeira de 2º.