Governo cede e gasta o mesmo por menos serviços nos meios aéreos

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O novo concurso já decorre e deverá estar concluído no início de Abril. Governo reduz as horas de voo exigidas e altera alguns tipos de aeronaves pedidas.

O Governo vai gastar os 48,9 milhões de euros que tinha previsto para alugar as 40 aeronaves que lhe faltam para ter o dispositivo de combate a incêndios completo, mas haverá uma redução do serviço que vai ser prestado pela mesma verba. O novo concurso urgente para locação de meios aéreos, que o executivo quer fechar em 15 dias, deixa cair várias exigências que constavam do primeiro procedimento. As mudanças passam por uma redução das horas de voo, pela alteração de alguns tipos de aeronave e pela diminuição das exigências de gel retardante, que substitui a água em alguns casos. Com estas mexidas, o Governo poupa no valor de alguns lotes, mas acaba por pagar mais noutros.

Um dos principais problemas apontados pelas empresas era que o valor oferecido pelo Governo era baixo para o que exigia, nomeadamente no que diz respeito às horas de voo, e o executivo acabou por ceder e voltar ao que era norma até aqui: 12 horas diárias, em vez de terem de voar do nascer ao pôr-do-sol, de acordo com o caderno de encargos a que o PÚBLICO teve acesso. Com a anterior exigência (em dias de Verão poderiam chegar às quatro horas a mais), as empresas teriam de ter mais equipas e a aeronave teria um desgaste mais rápido.

Quando apresentou o dispositivo de combate a incêndios (no total serão 50 meios aéreos alugados), o ministro da Administração Interna focou-se nesta ideia de ter aparelhos prontos do nascer ao pôr-do-sol. Afinal, terá apenas dez helicópteros ligeiros, já adjudicados, a cumprir o horário alargado.

Além disso, o Governo desistiu de ter quatro Canadair (aviões anfíbios pesados) e refere agora apenasdois, para pedir antes mais dois aviões Fireboss (aviões anfíbios médios) que passam a um total de oito. Só esta mudança permitiu ao Governo baixar o preço que oferecia pelos aviões e, com essa margem, aumentar o valor a pagar pelos 27 helicópteros ligeiros que ainda tem de alugar. O montante a pagar por dois aviões de coordenação também aumentou, uma tentativa de tornar este lote apetecível, uma vez que no concurso inicial nenhuma empresa apresentou propostas.

Fonte: www.publico.pt




Sobre quem enviou a noticia

Pedro Fonseca

Pedro Fonseca

É natural e residente em Gouveia, a sua vida profissional está ligada nestes últimos 18 anos à área de consultadoria em seguros. Em 2013 foi fundador da empresa LICATEL - Soluções em Telecomunicações onde é sócio/gerente. Desde tenra idade ingressou nas camadas jovens dos Bombeiros de Gouveia tendo permanecido alguns anos nos quadros, ultimamente passou pela Direcção da referida Instituição dinamizando a área de comunicação e imagem. Frequentou a licenciatura em Gestão de Marketing no IPAM de Aveiro. Passou por diversas Associações de Gouveia dando o seu contributo.