” Se eu fosse consciente, fugia”, diz secretário de Estado (c/som)

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Em 2016, até maio, já tinha havido 1.203 hectares de área ardida em Portugal. E foi um ano de muitos incêndios. Mas este ano pode ser pior, avisa o secretário de Estado da Administração Interna.

Desde Janeiro até agora,” já estamos com 4848 ignições e 13 mil hectares de área ardida”, revela o Secretário de Estado da Administração Interna.

Na apresentação do DECIFAlgarve, o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais para o Algarve, Jorge Gomes anunciou que o dispositivo nacional vai ter este ano equipas pré-posicionadas nos distritos de Viana do Castelo, Braga e Vila Real, locais onde se sabe que ocorrem habitualmente incêndios. Haverá também um helicóptero a fazer a coordenação dessas equipas.

Se alguns fogos têm origem no desleixo dos cidadãos, outros, muitos, são provocados por incendiários que o Ministério da Administração Interna aposta em combater.

“Vamos ter uma reunião ministerial entre o Ministério da Justiça e o MAI para ver se temos criatividade para travar de alguma forma os incendiários”, anuncia. Para ultrapassar as dificuldades que as câmaras municipais e associações humanitárias têm para alimentar nas primeiras horas centenas ou milhares de homens no terreno, num cenário de incêndio, este ano vai haver uma novidade: quando saem do quartel os bombeiros vão logo levar consigo um kit de alimentação para 24 horas.

“Está a ser elaborado um estudo pela Direção Geral de Saúde para criar um Kit para um ambiente de altas temperaturas que é vivido pelos operacionais”. Desta forma, o MAI quer acabar “com o drama que é o facto dos bombeiros não serem por vezes alimentados a horas”.

Mesmo com um ano difícil em perspetiva, o secretário de Estado da Administração Interna garante que todo o dispositivo está preparado para os eventuais incêndios que aconteçam, salientando que este ano foram formados mais 2600 operacionais.

TSF




Sobre quem enviou a noticia

Ana Romaneiro

Ana Romaneiro

Nasceu em Évora onde cresceu e estudou. Desde muito cedo que partilha o gosto pela informática, que, a levou a tirar um curso profissional técnico de Gestão de Sistemas Informáticos, profissão que exerce na atualidade. A sua ligação aos bombeiros surge aos 13 anos ao entrar na fanfarra dos Bombeiros de Évora, onde permaneceu até 2013. Na atualidade integra a corporação os Bombeiros de Reguengos de Monsaraz, no posto de bombeira de 2º.