Federação de Bombeiros de Setúbal elogia “forte adesão à suspensão” dos corpos de bombeiros do distrito

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A Federação de Bombeiros do Distrito de Setúbal (FBDS) congratulou-se hoje com “forte adesão à suspensão do envio de informação operacional ao CDOS de Setúbal bem como por continuarem a assegurar de forma pronta o socorro às populações”.

“Porque as suas raízes são as populações e pelo juramento que fazem, jamais o socorro será colocado em causa, pelo que garantimos a todos os cidadãos que continuaremos, como sempre, a responder com prontidão a todas as solicitações de socorro”, lê-se num comunicado da FBDS.

A FBDS defende, no entanto, que, “após sucessivos acontecimentos que indignaram os bombeiros portugueses, chegou o momento de tomar posições fortes de luta, para que a tutela perceba que não pode continuar a tratar desta forma os bombeiros que são o maior agente de proteção civil em Portugal”.

“Não queremos condecorações, não estamos aqui por dinheiro, pois já temos o maior e mais importante reconhecimento: a confiança das populações”, refere o comunicado da FBDS.

“Lutamos sim por mais respeito, por mais dignidade, por um tratamento justo e por mais condições para podermos, assim, prestar um serviço cada vez melhor aos cidadãos”, acrescenta.

A agência Lusa tentou confirmar se havia alguma alteração na informação transmitida pelas corporações de bombeiros do distrito de Setúbal ao Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS), mas não foi possível.

O comandante distrital de Proteção Civil de Setúbal, Elísio Oliveira, também se escusou a prestar declarações remetendo qualquer pedido de esclarecimento para a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

A ausência de reporte de informação desde as 00:00 de domingo é uma forma de protesto promovida pela Liga de Bombeiros Portugueses (LBP) contra a proposta do Governo para a nova lei orgânica.

Reportar significa comunicar sempre que sai uma viatura, uma ambulância, um veículo de combate a incêndio ou de desencarceramento, entre outros, bem como quando há situações que o protocolo assim o define ou quando é feito um ponto de situação de cada ocorrência.

Uma das medidas mais contestada na nova lei orgânica é a área de atuação dos CDOS deixar de corresponder aos distritos e passar a ter a abrangência das comunidades intermunicipais.

A LPB reivindica uma direção de bombeiros autónoma independente e com orçamento próprio, que diminua os custos e aumente a eficácia, um comando autónomo e o cartão social do bombeiro.

O presidente da Liga, Jaime Marta Soares, garantiu, no domingo, que a ausência de reporte à Proteção Civil não compromete o socorro à população.

A mesma garantia foi dada pela Proteção Civil, enquanto o ministro da administração Interna, Eduardo Cabrita, criticou a atuação dos bombeiros e disse que a decisão compromete a coordenação de meios e pode pôr em causa a segurança das pessoas.

(Fonte: Lusa)




Sobre quem enviou a noticia

Daniel Rocha

Daniel Rocha

Nasceu na Guarda. Para além da vida de professor, dedica-se a muitas outras actividades. A sua ligação e gosto pelo mundo da imprensa levaram-no a ser colaborador da Rádio Altitude (Guarda) e do jornal Notícias de Gouveia (Gouveia).