Falta de “apoio financeiro” motivou a suspensão da EIP em Foz Côa

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A suspensão da Equipa de Intervenção Permanente (EIP) deveu-se, segundo a Direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Foz Côa, ao não aumento do “apoio finaceiro” por parte da autarquia.

Em resposta às perguntas do Portal Bombeiros.pt sobre a notícia avançada na passada terça-feira, o presidente da associação, António Lourenço, afirmou que a Câmara Municipal de Foz Côa foi auscultada e que “comprendeu a situação colocada” pela Direção dos Bombeiros, relativamente à necessidade de aumentar a comparticipação camarária (pagamento de metade do vencimento dos elementos da EIP e o pagamento do subsídio anual à associação).

No entanto, adianta António Lourenço. a informação por parte da Câmara foi a de que “não aumentava o apoio financeiro”, deixando a tomada de qualquer decisão sobre a EIP para “a Direção da AHBV”.

António Lourenço adianta ainda que “a decisão foi tomada depois de ouvido o Comandante Distrital das Operações de Socorro da Guarda, o Presidente da Câmara e o Comando do CB”, que não terão manifestado preocupação sobre o fim (“suspensão”) desta equipa.

Confrontado com o destino a dar aos elementos que pertencem à EIP, António Lourenço assume que “continuarão ao serviço da Associação Humanitária e do Corpo de Bombeiros”, salientando que o nível de prontidão a situações de “socorro será mantido” e que o Corpo de Bombeiros aumentará a “capacidade nas situações de emergência (Posto de Emergência Médica)”.

O presidente da Direção dos Bombeiros de Foz Côa sublinha, em nota final, que a “EIP foi oficialmente suspensa e não extinta”.

O Portal Bombeiros.pt continua à espera de esclarecimentos por parte da autarquia de Vila Nova de Foz Côa.

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Daniel Rocha

Daniel Rocha

Nasceu na Guarda. Para além da vida de professor, dedica-se a muitas outras actividades. A sua ligação e gosto pelo mundo da imprensa levaram-no a ser colaborador da Rádio Altitude (Guarda) e do jornal Notícias de Gouveia (Gouveia).