Exercício/Simulacro no Aeródromo Municipal de Viseu

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Dia 22 de Abril 2014, a CÂMARA MUNICIPAL DE VISEU e a DIREÇÃO DO AERÓDROMO MUNICIPAL GONÇALVES LOBATO, em coordenação com o COMANDO DISTRITAL DE OPERAÇÕES DE SOCORRO (CDOS) de VISEU, levaram a efeito um Exercício/Simulacro LIVEX realizado no Aeródromo Municipal de Viseu.

Este Exercício/Simulacro fez parte integrante do processo de certificação do Aeródromo Municipal Gonçalves Lobato, em Viseu, pela Entidade Aeronáutica, designadamente pelo Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) e visou testar o Plano de Emergência do Aeródromo, constituindo-se assim como fator decisivo e fundamental para que o processo de certificação seja concluído com êxito.

O cenário escolhido consistiu no “rebentamento de um pneu de uma aeronave durante a sua aterragem, seguido de saída de pista e capotamento da mesma, com deflagração de um incendio. Os três feridos foram os dois ocupantes da aeronave e respetivo piloto ”.

Para o CDOS Viseu, o desencadeamento e monitorização dos meios de socorro necessários para fazer face um acidente desta tipologia e dimensão, avaliar a articulação dos meios envolvidos e planear, coordenar e conduzir as operações de acordo com o Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS), foram os principais objetivos a testar.

Participaram neste simulacro os Bombeiros Municipais de Viseu, Bombeiros Voluntários de Viseu, o Instituto acional de Emergência Médica (INEM), a GNR Viseu, a PSP Viseu, a Policia Municipal, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) – Delegação de Viseu, o Centro Humanitário de Viseu da Cruz Vermelha Portuguesa, a Associação de Aviação Experimental de Viseu e o Aeroclube de Viseu.

O Aeródromo Municipal Gonçalves Lobato-Viseu tem 1200 metros de comprimento e 40 metros de largura, sendo a estrutura aeroportuária com maior número de horas anuais de sol, a seguir ao Aeroporto de Faro.

A sua construção foi iniciada em 1923, tendo tido uma utilização continua, primeiro por aeronaves militares, e posteriormente por aeronaves civis.

A sua designação deve-se ao trágico acontecimento registado em 1934, em que um avião se despenhou no aeródromo, resultando desse acidente a morte do mecânico António José Gonçalves Lobato, que foi um dos pioneiros da aviação portuguesa, notabilizando-se na travessia aérea Lisboa – Timor.

Em 1947 foi pavimentado e asfaltado sobre as ordens do General Santos Costa, Ministro da Guerra do Estado Novo e, mais recentemente, recebeu obras de beneficiação e repavimentação com vista à sua utilização para fins comerciais, nomeadamente pelos voos regulares das Linhas Aéreas Regionais (LAR), entretanto encerradas.

Durante o período de Verão, o aeródromo serve de infraestrutura utilizada por Helicópteros e Aviões de combate a Incêndios Florestais e esporadicamente utilizado por Aeronaves militares de características diferenciadas, principalmente durante o período de treino dos pilotos militares.

Brevemente, o Aeródromo Municipal de Viseu será também a base operacional dos serviços de investigação do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA), organismo do Ministério da Economia.

Em média, é utilizado anualmente por 400 aeronaves.

(Fonte: CDOS Viseu)

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Daniel Rocha

Daniel Rocha

Nasceu na Guarda, mas foi em Famalicão da Serra que cresceu e conheceu o mundo dos bombeiros integrando o corpo activo. É Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, e possui um Curso de Especialização em Ensino de Português como Língua Estrangeira e Língua Segunda (PLELS), ambos na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). Para além da vida de professor, dedica-se a muitas outras actividades, entre as quais o teatro e a escrita, tendo publicado com alguma regularidade desde 2011. A sua ligação e gosto pelo mundo da imprensa levaram-no a ser colaborador da Rádio Altitude (Guarda) e do jornal Notícias de Gouveia (Gouveia).