Exclusivo Bombeiros.pt: Marta Soares quer “incentivos ao voluntariado”

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Foto: Bombeiros.pt

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Jaime Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), quer o regresso de muitos dos incentivos ao voluntariado que se foram perdendo ao longo dos anos e interroga o Governo: “Se o Orçamento de Estado tivesse de contemplar verbas para pagar uma estrutura profissional igual à estrutura dos bombeiros voluntários, quanto teria de pagar?”

As declarações de Jaime Marta Soares foram recolhidas durante uma entrevista ao Portal Bombeiros.pt, em que o presidente da Liga informou que estava a encetar conversações com o Ministério da Administração Interna (MAI) para que a LBP, como “confederação que é”, seja considerada, por parte do Governo, como Parceira Social de Direito, pois, segundo Marta Soares, “já o é de facto”. A intenção da Liga, sublinha, é “programar uma estratégia que leve a que sejam criados incentivos para o voluntariado”, alguns dos quais foram perdidos nos últimos anos. O presidente da Liga alerta, porém, que “não pretendemos subsídios ou esmolas, mas sim incentivos que atraiam o cidadão”, lembrando que este serviço de cidadania em que se “dá tudo, descurando a própria vida e a própria família” tem de ter um olhar diferente por parte do Governo.

“O bombeiros voluntário não tem que se comparar às forças armadas em termos de taxas moderadoras, por exemplo. O bombeiros voluntário não tem salários, não tem subsídios, por isso não deve ser comparado a outra gente”, refere Jaime Marta Soares, quando questionado sobre o tratamento do bombeiros efectuado ao nível hospitalar.

Segundo o presidente da Liga, os “bombeiros portugueses têm ao serviço uma estrutura de 31 mil homens e mulheres que, de forma gratuita e voluntária, respondem às solicitações da sociedade”, daí que “não podem ser vistos como uma estrutura que é paga para servir”. É neste ponto que, defende, “estamos a procurar recuperar alguns dos incentivos que se foram perdendo ao longo dos últimos anos, como, por exemplo, a compensação e bonificação do tempo de serviço”.

“Se o Orçamento de Estado tivesse de contemplar verbas para pagar uma estrutura profissional igual à estrutura dos bombeiros voluntários, quanto teria de pagar?” começa por perguntar Jaime Marta Soares. Segundo ele, e comparando com dois corpos de bombeiros pertencentes a municípios com “óptimas condições”  de trabalho e de resposta ao socorro, “imaginem quanto custaria um socorro profissional, e temos 431 corporações de bombeiros a nível nacional, quando apenas dois corpos de bombeiros custam aos respectivos municípios 12 milhões de contos [51 milhões de euros].”

 

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Sobre quem enviou a noticia

Daniel Rocha

Daniel Rocha

Nasceu na Guarda, mas foi em Famalicão da Serra que cresceu e conheceu o mundo dos bombeiros integrando o corpo activo. É Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, e possui um Curso de Especialização em Ensino de Português como Língua Estrangeira e Língua Segunda (PLELS), ambos na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). Para além da vida de professor, dedica-se a muitas outras actividades, entre as quais o teatro e a escrita, tendo publicado com alguma regularidade desde 2011. A sua ligação e gosto pelo mundo da imprensa levaram-no a ser colaborador da Rádio Altitude (Guarda) e do jornal Notícias de Gouveia (Gouveia).