Estado compra três Kamov por ajuste direto e admite requisição civil de meios aéreos

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Everjets tem helicópteros parados desde janeiro em manutenção. Estado vai denunciar contrato e adquirir três Kamov por ajuste direto. Ministro explica decisão e admite requisição civil de meios aéreos.

O Estado vai denunciar o contrato que tem com a empresa Everjets e abrir um procedimento por ajuste direto para adquirir o mesmo número de Kamov. A Everjets, a quem o Governo tinha entregado a manutenção de três helicópteros de combate aos incêndios, mantinha os helicópteros parados desde janeiro, em manutenção, e já estava a ser multada em 5 milhões de euros por incumprimento.

De acordo com o Diário de Notícias, que avança a notícia, a denúncia do contrato é feita precisamente pelo facto de a empresa ter os Kamov parados desde janeiro. Segundo o mesmo jornal, o Ministério da Administração Interna vai abrir para a semana um procedimento para dar início a uma nova contratação do mesmo número de Kamov. O procedimento será feito sem concurso público internacional, que atrasaria ainda mais o processo de contratação das aeronaves de combate aos fogos florestais.

Este é o desfecho de um conflito já longo entre o Estado e esta empresa. Em março, a Autoridade Nacional de Proteção Civil encerrou as instalações, em Ponte de Sor, onde os Kamov estavam a ser reparados, e, depois de encerrado o hangar, Eduardo Cabrita assegurou que este ano seria aquele com “o melhor quadro de defesa do país com meios aéreos”.

Em resposta, a Everjets reclamou uma indemnização à ANPC por apenas lhe terem sido entregues três dos seis helicópteros que o Estado tinha, mas o tribunal não lhe deu razão. O jornal Público noticiou esta semana que o Ministério da Administração Interna estava a negociar com italianos e portugueses para garantir o aluguer de mais de 20 helicópetros. O objetivo é garantir que, em maio, o dispositivo de combate a incêndios esteja totalmente pronto.

Ministro admite requisição civil de meios aéreos

Esta manhã, na Lousã, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, explicou a decisão do Governo: “O que está em causa é uma verificação reiterada de incumprimento e incapacidade que é determinada pela Associação Nacional da Aviação Civil. É verdade que há cerca de 5 milhões de euros de penalidades, mas penalidades não salvam vidas, como multas não salvam vidas. E, portanto, nesta matéria, o que estamos é a preparar um sistema robusto que significa dispor de meios aéreos todo o ano, com mais versatilidade, com mais qualidade, recorrendo a todos os mecanismos.”

Eduardo Cabrita reiterou a posição do Executivo em matéria de combate aos incêndios, dizendo que o Governo está disposto até a avançar com a requisição civil. “Vamos recorrer a mecanismos nacionais, a mecanismos internacionais de várias origens, vamos também ponderar todas as soluções. Até, numa situação limite, a requisição civil de meios aéreos que, se for necessário, serão mobilizados.”




Sobre quem enviou a noticia

Pedro Fonseca

Pedro Fonseca

É natural e residente em Gouveia, a sua vida profissional está ligada nestes últimos 18 anos à área de consultadoria em seguros. Em 2013 foi fundador da empresa LICATEL - Soluções em Telecomunicações onde é sócio/gerente. Desde tenra idade ingressou nas camadas jovens dos Bombeiros de Gouveia tendo permanecido alguns anos nos quadros, ultimamente passou pela Direcção da referida Instituição dinamizando a área de comunicação e imagem. Frequentou a licenciatura em Gestão de Marketing no IPAM de Aveiro. Passou por diversas Associações de Gouveia dando o seu contributo.