Cubo de água pode ser próxima arma no combate às chamas

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Uma empresa portuguesa e a sua parceira alemã propõem novo sistema para combater fogos. Projecto chama-se “CWFS – Parar os incêndios em Portugal”

Uma empresa de Castelo Branco e uma parceira alemã querem produzir em Portugal um novo sistema de combate aos fogos florestais à base de um cubo de água com uma carga explosiva, foi hoje anunciado.

O desenvolvimento do projeto, intitulado “CWFS — Parar os incêndios em Portugal”, poderá “mudar o paradigma do combate aos incêndios nos próximos anos”, disse à agência Lusa o responsável da PROCIFISC, Filipe Lourenço.

O empresário português e o alemão Herbert Schmidt, responsável da empresa Schmidt – Brandschutz & Löschtechnik e que em 2006 criou o sistema, patenteado em 38 países, incluindo Portugal, fizeram hoje a sua apresentação, em Castelo Branco.

“Serão cubos de água com uma pequena carga explosiva”, um método testado em laboratório que “é oito vezes mais eficaz” do que o trabalho habitualmente realizado por meios aéreos, que lançam água para debelar os incêndios florestais, disse Filipe Lourenço.

Igualmente atirados por aviões ou helicópteros sobre as chamas, os cubos com água são desintegrados pela “pequena carga explosiva” ao chegar ao solo, enquanto “milhões de gotas de água” se disseminam em redor, sublinhou.

“Uma pequena quantidade de água, num cubo de plástico, consegue apagar um incêndio com mais eficácia”, referiu, explicando que o próprio recipiente se desintegra com a detonação do explosivo.

Herbert Schmidt registou a patente do novo método também em Portugal, onde caducou no ano passado.

“Mas a patente pode ser reactivada pelo inventor do produto”, realçou à Lusa o engenheiro Filipe Lourenço, gerente da PROCIFISC, com sede em Castelo Branco, que há 11 anos presta serviços na área da construção civil em vários países.

O empresário salientou, por outro lado, que a União Europeia disponibiliza apoios financeiros dos fundos estruturais para “patentear este tipo de protótipos”.

Através de uma “parceria estratégica”, as duas empresas pretendem reactivar o registo, avançando com uma candidatura aos fundos europeus, e planeiam montar em Portugal uma fábrica para produção e comercialização do sistema, o que permitirá criar “alguns empregos”.

A PROCIFISC é uma empresa de consultoria, engenharia e arquitectura, onde trabalham 10 pessoas que desenvolvem projectos em áreas como turismo, saúde, comércio, indústria e habitação.

Fonte:  sabado.pt

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Pedro Fonseca

Pedro Fonseca

É natural e residente em Gouveia, a sua vida profissional está ligada nestes últimos 17 anos à área de consultadoria em seguros. Em 2013 foi fundador da empresa LICATEL – Soluções em Telecomunicações onde é sócio/gerente.
Desde tenra idade ingressou nas camadas jovens dos Bombeiros de Gouveia tendo permanecido alguns anos nos quadros, ultimamente passou pela Direcção da referida Instituição dinamizando a área de comunicação e imagem.
Frequentou a licenciatura em Gestão de Marketing no IPAM de Aveiro.
Passou por diversas Associações de Gouveia dando o seu contributo.

  • Marcos Tiago Casquinha

    ok.Vamos a ver o que daí sai. De princípio fiquei com receio de que isso fosse tirar a “bucha” da boca dos “empresários” ligados ao interesse dos fogos, tais como os dos aviões e os dos helios, o que naturalmente me preocuparia muito, particularmente quando se sabe que entre eles figuram para além dos madeireiros, oficiais superiores e generais de Força Aérea, a quem eu, de maneira nenhuma, quero prejudicar. Pobres senhores! Mas. como segundo a notícia, os ditos cubos serão lançados por aviões ou por helicópteros, tudo bem. Está de parte a hipótese de prejuízo, dado que, com um “ligeiro acréscimo”, poderão continuar a prestar tão valioso serviço ao país.

    • Rui Filipe Gutschmidt

      Mas a ideia é mesmo essa… Não haver mais “bucha” na boca de ninguém. Mas para isso os governantes só precisam deixar usar os recurso das forças armadas, já que com este sistema qualquer avião de carga serve.