Comandantes admitem processar Estado

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Alguns comandantes da Proteção Civil admitem processar o Estado para evitar eventuais demissões depois dos inquéritos às suas licenciaturas. A grande maioria admite recorrer “às vias legais”.

Diversos comandantes da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) admitem vir a processar o Estado para impedir eventuais demissões. Segundo o Expresso, a grande maioria dos responsáveis da ANPC fizeram os cursos superiores — obrigatórios para assumir o cargo — com regime de equivalências, mas diversos comandantes admitem ao semanário a hipótese de recorrer às “vias legais” depois dos inquéritos pedidos pela Proteção Civil às licenciaturas dos profissionais.

Os responsáveis da ANPC estão indignados com o Governo. Um deles – Elísio Oliveira, comandante em Setúbal – diz estar “tranquilo” com os inquéritos instaurados. Mas outros colegas seus ouvidos por aquele jornal falam num registo off the record num tom mais duro: as auditorias “são questões que mexem com a honra e dignidade das pessoas”, afirma um deles. “Houve estudo, trabalho e experiência. Não foi uma licenciatura comprada e feita a um domingo”, assegura outro dos comandantes.

Também Miguel Ângelo, comandante em Viseu, garante que a sua licenciatura está “de acordo com a lei”. O jornal escreve que o Comandante obteve 17 dos 180 créditos do curso com quatro equivalências. Já a Segunda-Comandante Paula Ramos, de Aveiro, assegura que a sua licenciatura foi feita “sem equivalências”.

“Os comandantes estão legais no exercício das suas funções e muitos admitem mesmo não regatear esforços para processar o Estado, se vier a querer demitir alguns destes dirigentes”, disse um dos comandantes, que não se identificou.

Recorde-se que já três comandantes viram as suas licenciaturas serem investigadas por terem sido concluídas com 90% de equivalências, tendo o Comandante Nacional da ANPC acabado por se demitir. O resultado das auditorias será conhecido até à data limite da próxima terça-feira.

(Fonte: Observador)




Sobre quem enviou a noticia

Daniel Rocha

Daniel Rocha

Nasceu na Guarda, mas foi em Famalicão da Serra que cresceu e conheceu o mundo dos bombeiros integrando o corpo activo. É Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, e possui um Curso de Especialização em Ensino de Português como Língua Estrangeira e Língua Segunda (PLELS), ambos na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). Para além da vida de professor, dedica-se a muitas outras actividades, entre as quais o teatro e a escrita, tendo publicado com alguma regularidade desde 2011. A sua ligação e gosto pelo mundo da imprensa levaram-no a ser colaborador da Rádio Altitude (Guarda) e do jornal Notícias de Gouveia (Gouveia).