CNOS “passa” para Viseu no prazo de dois anos

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anpcO presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, prevê que os meios de protecção civil possam ficar concentrados no aeródromo municipal no prazo de dois anos, depois de obras de ampliação do edifício existente.

Em declarações à agência Lusa, Almeida Henriques explicou que está em fase de preparação o projecto de ampliação das instalações, de forma a terem condições para acolher o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS).

“O que vamos fazer é criar já condições para o CDOS, mas com o objectivo de futuramente se poder evoluir para um Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS)” alternativo ao de Lisboa, frisou.

Almeida Henriques referiu que a autarquia “assume o compromisso junto da Autoridade Nacional de Protecção Civil de desenvolver o projecto” de ampliação. “Em vez de esperar que seja o Estado a construir, a perspectiva da autarquia é fazer evoluir este edifício para concentrar aqui todos os meios da protecção civil, criando condições para o CNOS alternativo”, acrescentou.

O autarca explicou que a ideia é que exista também no aeródromo um espaço “que permita alojar as tropas e ter uma componente de bombeiros, não só para a parte dos incêndios, mas também para assegurar a aterragem dos aviões, quer os da carreira aérea que se espera comece a funcionar no final do ano, princípio do próximo, quer outros”.

O comandante distrital de operações de socorro, Lúcio Campos, mostrou-se satisfeito com a concentração de meios no aeródromo, lembrando que o CDOS funciona numas instalações adaptadas (antigo edifício do Governo Civil).

“Em termos de comando distrital, ficaríamos melhor instalados e haveria a possibilidade de ter aqui outros meios que neste momento não temos por incapacidade”, afirmou, aludindo a duas viaturas que se encontram em Santa Comba Dão.

Na sua opinião, a concentração de meios “facilita em termos de planeamento e de organização”, levando a uma “utilização mais eficiente e eficaz”.

Almeida Henriques estimou que o aeródromo possa vir a ter “um efectivo de dezena e meia de pessoas”, aumentando para cerca de meia centena nos períodos mais críticos.

“Há também já a perspectiva de colocarmos em concurso um restaurante/bar para servir toda esta envolvente e, a prazo, poderá vir a ser uma realidade a ligação entre o aeródromo e o parque [empresarial] de Lordosa”, avançou.

Segundo o autarca, a estratégia passa por “ir dando passos certos” para que o aeródromo “ganhe cada vez mais importância e seja também um factor de captação de investimento para Viseu”.

(Fonte: Público)

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Daniel Rocha

Daniel Rocha

Nasceu na Guarda, mas foi em Famalicão da Serra que cresceu e conheceu o mundo dos bombeiros integrando o corpo activo. É Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, e possui um Curso de Especialização em Ensino de Português como Língua Estrangeira e Língua Segunda (PLELS), ambos na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). Para além da vida de professor, dedica-se a muitas outras actividades, entre as quais o teatro e a escrita, tendo publicado com alguma regularidade desde 2011. A sua ligação e gosto pelo mundo da imprensa levaram-no a ser colaborador da Rádio Altitude (Guarda) e do jornal Notícias de Gouveia (Gouveia).