Clima aumenta risco de incêndios a partir de quinta-feira

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Comandante nacional da Proteção Civil diz que ano de 2017 é o terceiro mais severo dos últimos 15 anos. Incêndios aumentaram 72% face à semana anterior e provocaram 74 feridos, incluindo seis graves.

Os incêndios pioraram na última semana num ano que já é dos piores da década. O comandante nacional da Proteção Civil, Rui Esteves, fez um balanço da situação dos fogos florestais, revelando que na manhã desta quarta-feira existiam dois incêndios ativos “mais preocupantes” (Mação e Vila de Rei). Rui Esteves alertou que, a partir de quinta-feira, oaumento das temperaturas, o vento forte e a baixa humidade vão aumentar o risco de incêndio. Isto num ano de 2017 está a ser o terceiro pior dos últimos 15 anos em termos de condições meteorológicas.

As condições vão piorar nos próximos dias. “As temperaturas vão subir, vai haver vento e humidade abaixo dos 20%, o que vai fazer com que haja um risco de incêndio elevado ou mesmo máximo”, explicou Rui Esteves. Quanto ao balanço, a semana foi difícil. O ano está a ser ainda pior. Rui Esteves explica que só na última semana, de 8 a 14 de agosto, foram registados 74 feridos (6 graves e 68 ligeiros). Neste mesmo período houve 1431 incêndios florestais, o que significa um aumento de 72% relativamente à semana anterior (de 1 a 7 de agosto).

Se a comparação com a semana anterior não é animadora, a com o ano de 2016 também não. No ano anterior, até 16 de agosto, tinham existido 7.571 ocorrências, mas agora a contabilidade já vai nas 10.461 ocorrências. A nível de área ardida, a situação também piorou. Até esta data tinham ardido, em 2016, 115.ooo hectares, quando agora já arderam 141.000 hectares. A área ardida excede a média dos últimos dez anos (2007-2016), que se ficou pelos 44.960 hectares.

141.000 hectares já arderam em Portugal. No mesmo período de 2016 tinham ardido 115.000. A média dos dez anos anteriores era de 44.960 hectares.

Um dos aspetos relevantes que justificam este volume de incêndios é o “índice de severidade” das condições climatéricas, que, garante Rui Esteves, “é o terceiro mais severo dos últimos 15 anos.” Além da severidade em termos de temperaturas, juntam-se outros fatores de risco como os ventos fortes e a seca, que é mais intensa do que em 2016.

Embora tenha destacado que a Autoridade Nacional de Proteção Civil não é autoridade competente para responder sobre o SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal), mas revelou que “na semana de 8 a 16 de agosto não houve situações complexas ao nível do SIRESP“.

Fonte: http://observador.pt




Sobre quem enviou a noticia

Pedro Fonseca

Pedro Fonseca

É natural e residente em Gouveia, a sua vida profissional está ligada nestes últimos 18 anos à área de consultadoria em seguros. Em 2013 foi fundador da empresa LICATEL - Soluções em Telecomunicações onde é sócio/gerente. Desde tenra idade ingressou nas camadas jovens dos Bombeiros de Gouveia tendo permanecido alguns anos nos quadros, ultimamente passou pela Direcção da referida Instituição dinamizando a área de comunicação e imagem. Frequentou a licenciatura em Gestão de Marketing no IPAM de Aveiro. Passou por diversas Associações de Gouveia dando o seu contributo.