Chamadas falsas são problema para as corporações de bombeiros Vimarenses

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tlfParece impossível, mas ainda há quem ligue para os números de emergência por pura brincadeira.

No ano passado, por exemplo, os Bombeiros Voluntários das Taipas registaram 99 chamadas consideradas falsas. Na sua esmagadora maioria trata-se de brincadeiras, de mau gosto claro está, e partem sobretudo de crianças. Hermenegildo Abreu, Comandante da corporação taipense, sugere que uma boa parte acontece em tempo de aulas.
“A maior parte das chamadas falsas que recebemos acontece em tempo de aulas, e percebemos que são chamadas efectuadas por crianças que em grupo, na escola, continuam a fazer este tipo de brincadeira”.

A grande fatia delas é feita directamente para o 112, número nacional de emergência, que é gratuito, mas também há quem o faça directamente para os Bombeiros.
“São um grande inconveniente porque somos accionados para uma dessas situações que se revela falsa, enviando para o local por exemplo 11 elementos e três viaturas, como já aconteceu, e, ao mesmo tempo, serem realmente necessários numa situação real”, relata.

De acordo com os dados fornecidos pelos Bombeiros Voluntários das Taipas, de 2012 para 2013 houve um aumento de 12 casos, registando-se subidas nas três variáveis; acidentes, incêndios e situações relacionadas com a saúde. Neste capítulo há no entanto uma ressalva: algumas delas reportam-se a enganos vindos do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), no que diz respeito à confusão com nomes das localidades.

Em Guimarães a situação é bem diferente. De acordo com o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Guimarães, Bento Marques, os números são “insignificantes”. Em 2013 registaram-se apenas 14 casos, uma descida de seis em relação ao ano anterior. E, ao contrário das Taipas, não se tratam de brincadeiras.

Para atacar este problema que é nacional – por ano, o INEM recebe cerca de 20 mil chamadas consideradas falsas – a sensibilização é um dos poucos remédios. A este propósito Hermenegildo Abreu destaca a importância das palestras que elementos da corporação dão em escolas e nas visitas que são efectuadas por estudantes às instalações. “Muitas vezes só constatando a realidade, percebendo os danos que podem causar estas atitudes, percebem a gravidade desse acto”.
Porque uma chamada falsa pode custar uma vida…

Fonte: guimaraesdigital.com




Sobre quem enviou a noticia

Mónica Costa

Mónica Costa

É natural de Tabuaço, licenciada em Comunicação e Relações Económicas e Mestre em Marketing e Comunicação. Foi jornalista na Rádio F até 2013 e apesar de nunca ter estado diretamente ligada ao mundo dos bombeiros, acompanhou sempre com um enorme respeito e admiração o seu trabalho. Na atualidade integra a equipa da Direção informativa do portal bombeiros.pt.