Bragança: braseira mata casal em Vinhais

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Braseira11Um casal de idosos de Vinhais, no distrito de Bragança, foi descoberto sem vida em casa aparentemente intoxicado pelos gases libertados por uma braseira, divulgou hoje a GNR.

Fonte do Comando Distrital de Bragança da GNR disse à Lusa que o alerta foi dado, no sábado, por vizinhos que «estranharam não ver há já alguns dias» o casal, com idades na casa dos 70 anos.

Militares da Guarda deslocaram-se à residência e deparam-se com os dois idosos já sem vida.

Segundo a fonte, «havia sinais de que já teriam falecido há alguns dias», uma suspeita que só a autópsia poderá confirmar.

Pelas pistas encontradas na residência, as autoridades suspeitam que o casal terá morrido durante o sono intoxicado por monóxido de carbono libertado por uma braseira que deixaram a arder para aquecer a casa, numa altura em que o Nordeste Transmontano regista temperaturas negativas durante a noite.

Os acidentes com lareiras e aquecedores são frequentes nas épocas de frio, apesar das advertências das autoridades nacionais para os riscos com estes equipamentos, nomeadamente de incêndio e de intoxicação por monóxido de carbono.

Tanto as braseiras como lareiras e equipamentos de queima consomem o oxigénio e libertam um gás fatal, o monóxido de carbono que mata silenciosamente, sem que as vítimas se apercebam, quando os locais não são devidamente ventilados.

A agência Lusa noticiou, no ano de 2013, mais três casos de acidentes do género, um dos quais em Miranda do Douro, em abril, em que um casal de idosos sofreu uma intoxicação também devido a uma braseira, mas foi assistido a tempo e recuperou.

Em fevereiro, um homem morreu e uma mulher ficou inanimada, em Avintes, Gaia, na sequência de inalação de monóxido de carbono libertado por um fogareiro que o casal tinha no quarto onde dormia.

No início do ano, em janeiro, onze pessoas, entre as quais três crianças, foram hospitalizadas, em Corroios, no concelho do Seixal (Setúbal) também intoxicadas com monóxido de carbono proveniente de uma lareira, numa habitação.

(Fonte: TSF)




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Daniel Rocha

Daniel Rocha

Nasceu na Guarda, mas foi em Famalicão da Serra que cresceu e conheceu o mundo dos bombeiros integrando o corpo activo. É Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, e possui um Curso de Especialização em Ensino de Português como Língua Estrangeira e Língua Segunda (PLELS), ambos na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). Para além da vida de professor, dedica-se a muitas outras actividades, entre as quais o teatro e a escrita, tendo publicado com alguma regularidade desde 2011. A sua ligação e gosto pelo mundo da imprensa levaram-no a ser colaborador da Rádio Altitude (Guarda) e do jornal Notícias de Gouveia (Gouveia).