Bombeiros pagam estacionamento no Hospital de Santa Maria

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Comandante da corporação Montijo teve de liquidar 1,85 euros para libertar veículo à espera de um doente.

Uma ambulância dos bombeiros do Montijo que transportava um utente que recebeu alta hospitalar ficou retida na tarde de terça-feira no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, por falta de pagamento do estacionamento. A denúncia chegou ao JN pelo comandante desta corporação, Américo Moreira, que disse ter ido de propósito ao hospital para pagar a tarifa, 1,85 euros, para poder libertar a ambulância, que aguardava um doente. Ao JN, o hospital diz não ter conhecimento desta situação e nega a retenção de ambulâncias no novo parque criado desde a pandemia para o transporte de doentes não urgentes, com indicação de tempo de permanência de 30 minutos.

O Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN) explica que este parque surgiu no âmbito de “novas regras para circulação de veículos que fazem o transporte de doentes não urgentes para tornar mais rápido e seguro o encaminhamento para os serviços do hospital de Santa Maria neste período de pandemia”. Na generalidade, acrescenta a CHULN, “os bombeiros receberam com compreensão esta medida, articulada com os profissionais encarregados da gestão do tráfego no hospital, que estão sensibilizados para qualquer constrangimento que possa surgir”.

Solução é entrar e sair

Fonte hospitalar refere ainda ao JN que, para evitar que as ambulâncias tenham de pagar pelo tempo extra, os tripulantes são convidados a sair do parque antes dos 30 minutos e regressar novamente, para iniciar nova contagem de tempo.

Américo Moreira nega ter recebido a indicação de sair e voltar a entrar no estacionamento e queixa-se que têm de ser os bombeiros a pagar pelo atraso dos serviços hospitalares. “Os utentes só entram na ambulância uma ou duas horas depois e têm de ser os tripulantes a pagar o estacionamento”.

A mesma opinião é partilhada por Jaime Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), que, desconhecendo a retenção de ambulâncias no Hospital de Santa Maria, critica a medida. “Os bombeiros estão a prestar serviço público à população, no transporte de doentes urgentes e não urgentes, e é inadmissível que os hospitais cobrem pela demora da entrega dos utentes, que é da sua responsabilidade”.

O presidente da LBP apela aos bombeiros para não pagarem o serviço. “Que os hospitais ordenem o pagamento coercivo às corporações que a Liga está aqui para as defender em qualquer instância”.

Fonte: Jornal de Noticias

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Paulo Reis

Paulo Reis

É natural e residente em Esmoriz, a sua vida profissional está ligada à indústria automóvel nestes últimos 25 anos como CAD Designer. É um dos fundadores da Rádio Voz de Esmoriz, onde apresentou o programa de rádio “Bombeiros em Missão”. Está ligado desde tenra idade aos Bombeiros de Esmoriz onde fez parte da orquestra do Grupo Cénico e hoje, ocupa o posto de Subchefe. Foi responsável pelo Grupo de Comunicação & Imagem dos BV Esmoriz e integrou a equipa do portal bombeirosdeportugal.com. É o responsável do Departamento de Relações Públicas do portal Bombeiros.pt