Bombeiros e GNR testam equipamento de busca e resgate

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IMG_7970A criação de uma `equipa média´ de Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas (BREC) é o principal objetivo de um exercício conjunto que tem estado a decorrer esta semana envolvendo militares da GNR e Bombeiros Sapadores de Setúbal.

“Esse é o objetivo das duas forças, quer da CBSS (Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal), quer do GIPS (Grupo de Intervenção Proteção e Socorro) da GNR: dotar o nosso país de, pelo menos, uma equipa média. E aproveitamos esta formação para testar se as duas equipas têm essa possibilidade”, disse à agência Lusa o comandante dos Sapadores de Setúbal, Paulo Lamego.

Em termos da Organização das Nações Unidas (ONU), “se quisermos certificar uma equipa como estrutura média, esta tem de ter cerca de 40 elementos para trabalhar com uma sustentação logística robusta. Estamos [também] a testar para ver se as duas equipas [dos bombeiros e da GNR] têm possibilidade [de trabalhar de forma conjunta] e quais são as valências que têm de trabalhar”, acrescentou.

Segundo Paulo Lamego, a ONU prevê a existência de equipas de busca e resgate mais reduzidas, com estruturas leves, equipas médias, que já dispõem de equipamentos que lhes permitem funcionar de forma autónoma, e equipas com estruturas mais pesadas, que obrigam à inclusão de equipas médicas.

O simulacro de operações de busca e resgate, que decorreu nas instalações abandonadas da antiga unidade industrial Metalimex, na zona do Vale da Rosa, em Setúbal, estava integrado num `workshop´ organizado pela GNR e pelos Bombeiros Sapadores, que deixou transparecer um clima de cooperação e de bom entendimento entre os efetivos das duas forças de proteção e socorro.

“Temos 31 elementos que estão organizados em três equipas de trabalho e uma equipa logística. O nosso objetivo aqui é apenas treinarmos as nossas capacidades, treinarmos as nossas competências no que toca à busca e ao resgate”, disse Augusto Gaspar, coordenador da equipa de Busca e Resgate da GNR, salientando a importância do conhecimento mútuo entre militares e bombeiros.

Além de testar as capacidades operacionais e uniformizar procedimentos de intervenção das duas forças, o exercício realizado em Setúbal serviu, também, para familiarizar bombeiros e militares da GNR com o material disponível nos dois contentores de Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas, um do GIPS e outro dos Bombeiros Sapadores de Setúbal, adquirido em 2013 conjuntamente com outros dois contentores logísticos, pelo valor global de 380 mil euros, comparticipado em 85% por fundos comunitários.

Os contentores de busca e resgate estão equipados com material de última geração para busca, salvamento e resgate de vítimas em estruturas colapsadas, que permitem o funcionamento autónomo da equipa de resgate.

Aqueles equipamentos “estão preparados para fazermos análise estrutural, estabilizarmos as estruturas para procederemos a buscas, dispõem de equipamento para buscas secundárias, como é o caso das câmaras sísmicas e câmaras visuais de duas vias, para falarmos com as vítimas”, explicou Ulisses Aurélio, coordenador das Operações de Busca e Resgate dos Bombeiros Sapadores de Setúbal.

“Para demolição e extração temos equipamento pneumático, hidráulico, mecânico e elétrico, para extração de vítimas temos tudo o que é topo de gama na área da extração por cordas e estabilização de vítimas a nível pré-hospitalar”, acrescentou o responsável dos Bombeiros Sapadores de Setúbal.

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Sérgio Cipriano

Sérgio Cipriano

Natural de Gouveia e licenciado em Comunicação Multimédia pelo Instituto Politécnico da Guarda. Ingressou nos bombeiros com apenas 13 anos de idade e hoje ocupa o cargo de sub-chefe. É um dos fundadores da Associação Amigos BombeirosDistritoGuarda.com e diretor de informação do portal www.bombeiros.pt, orgão reconhecido pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social.