Bombeiros do Distrito de Castelo Branco indisponíveis para DECIF 2018

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José Neves, o comandante da corporação, diz que enquanto o Governo não der resposta ao conjunto de reivindicações, os profissionais não vão dar a sua disponibilidade “para nada”.

O presidente da Federação dos Bombeiros do distrito de Castelo Branco disse hoje, 27 de fevereiro, que profissionais dos distritos estão indisponíveis para o que vier da Autoridade Nacional da Proteção Civil enquanto nas obtiverem respostas às reivindicações da Liga.

“Estamos todos unidos à volta disso. É unânime. Enquanto o Governo não der resposta ao conjunto de reivindicações [da Liga dos Bombeiros Portugueses], nós [bombeiros do distrito de Castelo Branco] não vamos dar a nossa disponibilidade para nada que venha da Autoridade Nacional da Proteção Civil”, afirmou o presidente da Federação dos Bombeiros de Castelo Branco, José Neves.

O Conselho Nacional Extraordinário da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) esteve reunido, em Palmela, no dia 10, e aprovou por unanimidade um ultimato ao Governo até quarta-feira para aceitar as reivindicações do setor.

José Neves explicou que não está em causa o dispositivo de combate aos incêndios florestais.

“O que está em causa são os elementos de comando para comandar as operações ao serviço da ANPC ou a integração de meios para fora do distrito”, frisou.

O presidente da Federação dos Bombeiros do distrito de Castelo Branco disse que espera que o Governo responda ao conjunto de reivindicações da LBP até quarta-feira, 28 de fevereiro, dia em que os bombeiros vão reunir novamente em Coimbra e de onde poderão sair outro tipo de medidas a adotar.

“O país já sofreu uma vaga de incêndios desde janeiro e os únicos que estiveram empenhados no combate foram os bombeiros. Foram eles que resolveram os problemas no imediato. Não apareceu, pelo menos no distrito de Castelo Branco, o Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR”, sustentou.

(Fonte: DN)




Sobre quem enviou a noticia

Daniel Rocha

Daniel Rocha

Nasceu na Guarda, mas foi em Famalicão da Serra que cresceu e conheceu o mundo dos bombeiros integrando o corpo activo. É Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, e possui um Curso de Especialização em Ensino de Português como Língua Estrangeira e Língua Segunda (PLELS), ambos na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). Para além da vida de professor, dedica-se a muitas outras actividades, entre as quais o teatro e a escrita, tendo publicado com alguma regularidade desde 2011. A sua ligação e gosto pelo mundo da imprensa levaram-no a ser colaborador da Rádio Altitude (Guarda) e do jornal Notícias de Gouveia (Gouveia).